Apesar de não ser fashionista de primeira viagem, a cada momento desenvolvo novas necessidades e descarto outras. Nas minhas observações e vivências, aprendo o que é viável enquanto moda e o que não deveria nem ter entrado em pauta. Uma das minhas prioridades no inverno que passou foi um bom casaco. Comprei apenas um. Investi todo o dinheiro que eu consegui salvar em uma peça apenas. E posso dizer com todas as letras: valeu a pena. Usei tantas vezes e de tantos jeitos diferentes meu casaco com estampa de leopardo que pude sentir aquela satisfação do “esse se pagou”. Pensando nisso, resolvo passar adiante alguns bons modelos nos quais você também pode investir, sem medo de cansar. Na hora de escolher uma peça curinga leve em consideração o clima da cidade em que você mora e quantas vezes você se arruma para sair de casa por semana, por exemplo. Outra coisa importante é pensar na sua estatura e no comprimento do casaco. O mais eficiente é o tamanho médio, que fica mais ou menos na altura dos joelhos. Claro que você pode usar um compridão, mas ele limita o uso. Também pode usar um curto, mas se estiver frio, você pode penar na rua! Solta o som do Kyle Eastwood (filho jazzista de Clint Eastwood). Música “Bold Changes”, do disco Metropolitan. Beijos.
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Para sempre eu vou te amar (foto 1)
Típico casaco que entra para o acervo da família. Acompanha a vida de modelo (que precisa sair correndo de um desfile para outro e não morrer de frio!), mas também de gente com vida normal.
Como usa? Com tudo. É uma peça que você pode colocar em cima do moletom com tênis; ou de um vestido e sair à noite.
Cascavel (foto 2)
As peles de cobras, crocodilos e bichos em geral invadiram as ruas este ano. Difícil saber se são falsas ou verdadeiras. A indústria evoluiu muito nas tecnologias de “fakear”*, materiais ecologicamente incorretos.
Harmonia total entre o tom de pele, o batom e a escolha dos óculos. Adorei a unha preta, que pincela uma face oculta rock-n’-roll.
Utilitário (foto 3)
Outra peça que merece que você “case” com ela. A única ressalva é que aqui você tem de usá-lo fechado para valorizar os botões vermelhos. A forma como ela soube harmonizar as cores, usando uma saia listrada por baixo, ficou bem interessante. Tipo da roupa chique, sem ser engomada.
Opção camelo (foto 4)
E se não for preto, bicho ou vermelho? É camelo! A cor do casaco é uma das preferidas da estação. As misturas da garota valem uma anotação. Marque: como misturar cores sem ficar cafona.
Sílfide* (foto 5)
Modelo que eu desaconselho para mulheres muito pequenas. Encurta a silhueta de verdade, mas se você quiser usar, faça como ela: use tudo preto na parte de baixo.
Anote: a nova it bag* é aquela que deixa braços livres. Explicando melhor: bolsas com alças para colocar no ombro ou a tiracolo.
Bichinho básico (foto 6)
Adoro esse casaco. Se resolver comprar um modelo estampado saiba que vai aproveitar por cima de tudo, mesmo de peças estampadas. O desafio pode ser esse: não ficar apenas nas combinações comuns. Vamos avançar uma casa?
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*Glossário
It bag: a bolsa do momento. Termo que a gente usa na moda para denominar os modelos que estão mais em alta.
“Fakear”: terminologia que eu inventei em cima da palavra em inglês fake, que significa falso. Fakear seria então falsificar.
Sílfide: palavra que vem da mitologia grega, mas que no linguajar popular usamos para denominar mulheres altas e magras.
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