Colunistas

O novo homem já chegou

Ana Clara Garmendia, de Paris
09/08/2009 03:14
Como ele pode ser tão simples e tão lindo? O novo homem não é exatamente feminino, mas carrega muito de nossos hábitos. Cuida do cabelo, conhece grifes o suficiente para tecer um comentário como o que ouvi dia desses de um garçom que atendeu a mim e duas amigas num café: “a sua calça é da Marithé e Girbaud”? Ficamos abismadas! “É que eu tenho uma igual”, disparou. “Mas a minha é masculina”, completou, com um sorriso malicioso. Ele não apenas reconheceu a calça, como sabia ser da coleção do ano passado. Tudo isso enquanto servia um sorvete na nossa mesa e se preparava para atender mais umas dez pessoas, sentadas num grande terraço de um museu. É isso. Esse homem rala, trabalha, sabe que horas a bolsa de valores abre e fecha e sabe muito bem que ser elegante é mais movimento do que frescura. É levantar para você sentar. É se perfumar de manhã (com o cheiro que ele ama!), sem exagerar. E é, principalmente, saber que, a essas alturas do campeonato, ele pode vestir e ser quem ele quiser. A grande pegada? Para os mais tradicionais, recomprar coisas que um dia você amou usar. Agora tem até docksides! É a nova febre! Para os avançados? Soltar a mão nas cores e nos decotes das camisas. Um apanhado de imagens reais desse nosso novo homem. Solta o som do Keena, “Say Good Bye to Love”. Beijos.