O bulldog francês Boy, de 2 anos, já passou por dois procedimentos cirúrgicos – um em fevereiro e o segundo há poucas semanas. Seu dono, Luiz Eduardo Teixeira de Freitas, fala que o cachorro tinha uma cicatriz causada por um acidente. “Ele pulou do carro, machucou as costas e o ferimento ficou exposto. Era constrangedor. As pessoas ficavam me perguntando sobre os ferimentos. O levei ao veterinário e pedi que fizesse a plástica”, conta. Esta foi a primeira intervenção de Boy, que ficou muito bem.
Em junho, apareceu um caroço no pescoço do cãozinho e seu dono, que é médico, achou melhor retirá-lo – por medida de precaução. “Pedi para que o veterinário fizesse um exame e verificasse se Boy estava com algum problema, mas o caroço era benigno. Mesmo assim, optamos pela retirada. A cirurgia foi super tranqüila e ele novamente está bem”, conta Freitas.
Quyara, uma vira-latas de 5 anos, está se recuperando de uma plástica no tórax. Sua dona, Liliana Farah, explica que a cachorrinha teve uma reação vacinal ao lado do tórax e desenvolveu um processo inflamatório crônico. Na região (em torno de 10 centímetros), não crescia pêlos e parecia que Quyara tinha uma espécie de sarna – o visual não era nada agradável e causava muito questionamento nas pessoas. O médico veterinário, Eros Luiz de Sousa, do Hospital Veterinário Batel, explicou que como teria de retirar parte da pele para fazer uma biópsia, decidiu por uma intervenção maior e retirou toda a área lesionada, unindo partes sadias. “Foi uma necessidade mútua. A dona se sentia constrangida com o estado da cachorrinha e queria inserí-la novamente ao convívio social. Por outro lado, foi melhor para o animal, que parou de lamber a área inflamatória e teve uma recuperação mais rápida”, explicou o veterinário.
Eros Sousa diz que intervenções como esta, chamada dermoplastia, não é dolorosa e que todo veterinário deveria conhecer as técnicas da plástica ao praticar intervenções cirúrgicas. “O uso de um bom fio e a aplicação de um ponto ultradérmico (por dentro da pele) é muito mais saudável para o animal. Além disso, é preciso saber o direcionamento correto de um corte para uma melhor recuperação do animal”, disse.
Colunistas
Agenda
Animal





