“Raramente eles ‘vêm de fábrica’ com problemas comportamentais”, diz o zootecnista Paulo Parreira, coordenador da pós-graduação em Manejo Comportamental de Cães e Gatos da Pontifícia Universidade Católica (PUCPR). Segundo ele, a falta de educação é consequência da falta de comunicação. “O proprietário deixa para lá e acha que é coisa de cachorro”, diz. Atender às necessidades do pet e ter pulso firme desde filhote são fundamentais para deixá-lo bem comportado em qualquer ocasião.
As regras humanas não têm sentido para os peludos, mas cabe ao proprietário mostrar a eles quem é o líder da casa, pois é da natureza canina obedecer. Quando o dono mostra que é ele quem determina as regras, o cão se sente seguro. “Ele pode ter atitudes agressivas porque acha que ninguém na casa tem autoridade”, diz Daniela Prado, treinadora de cães da Lord Cão, no Rio de Janeiro.
Na etiqueta canina o cão pensa que pode fazer xixi onde quiser, mas o dono deve mostrar o certo e o errado. O animal bem-educado se sente mais feliz por acompanhar seu líder aonde ele for do que quando faz xixi em qualquer lugar, segundo Daniela. “Educar não é reprimir, é mostrar como ele deve se comportar”. Outro problema é considerá-lo um membro da família, mas sem limites. “As pessoas mimam em excesso e são mais permissivas com eles do que seriam com uma criança mal educada”, diz a médica veterinária Mônica do Amaral, especialista em comportamento animal e professora da Faculdade Evangélica do Paraná.
É normal lembrar dos peludos somente quando eles aprontam. “Se está quieto, não ligo, mas se mexe na lata de lixo vou atrás e ele entende que para chamar a atenção precisa fazer isso”, explica Parreira.
Mudança de ambiente ou um novo integrante na casa também podem alterar o comportamento do pet que sente seu território invadido.
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