O veterinário David Powolny, da Clinivet, explica que a coleira é fundamental, deve ser colocada antes de sair de casa e não deve ser retirada na rua. “Os animais são imprevisíveis. Se veem algo que lhes chame a atenção, eles saem correndo. Por isso, a coleira é uma segurança.” Outro cuidado que vem sendo mais comum é a colocação de chip eletrônico nos pets. Esses aparelhos carregam informações sobre o animal que estão cadastradas em um banco de dados unificado, o que facilita identificar quem é o dono do bicho.
Logo na primeira semana que Marlene encontrou a cachorrinha, colocou cartazes pela rua para que viessem buscá-la, mas isso não aconteceu. Além dessa possibilidade, atualmente, a internet também oferece soluções. Nos sites de achados e perdidos, normalmente vinculados a uma ONG ou clínica veterinária, tanto quem encontrou um animal como quem está procurando o que fugiu pode colocar fotos e informações sobre o bicho, na tentativa de localizá-los.
Invasores
Alguns animais são adeptos de “passeios” noturnos, como é o caso dos gatos, que querem marcar território. “Eles têm um perfil mais independente, personalidade própria”, afirma o veterinário. Marlene conta que quando morava em casa, os gatos sempre estavam de passagem pelo seu quintal e, muitas vezes, ela precisava cuidar para que não atacassem os pintinhos e coelhos que ela criava.
Powolny explica que o que torna os gatos territorialistas e autônomos é o estímulo hormonal recebido a partir dos 2 anos de idade. Por isso, fazer a castração precoce é uma boa forma de tornar o gato mais caseiro. Nos gatos mais velhos isso também funciona, mas com menos eficácia.
Segundo ele, não existe uma fórmula para que o gato não invada a sua casa. Mas ele deixou claro que se a pessoa não quer que o animal venha, não se pode deixar comida, água à vista. “Mesmo o gato que é independente vai passar a frequentar a casa para ter essas regalias. Para não receber visitas indesejáveis, não demonstre cuidado.”
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