Agressões a animais podem ser precursoras de problemas familiares como abuso de crianças, violência em casal, estupros e homicídios. E os bichos vêm sofrendo por serem considerados membros da família, colhendo benefícios e malefícios dessa proximidade. “A violência nesse caso serve como um sinalizador de poder, uma ameaça subliminar a outros familiares”, explica Ceres Faraco, médica veterinária, doutoranda em Psicologia e professora na área das Faculdades de Taquara, do Rio Grande do Sul. “É como uma demarcação de território sobre um ser vulnerável.”
Ceres explica que a Síndrome do Animal Espancado vem sendo alvo de estudos britânicos recém-realizados, que observaram haver discrepância entre as histórias de traumas em uma mesma família. “Um dos sinais de violência é a recorrência de acidentes com o mesmo animal fato que, segundo os estudos, ocorre com maior freqüência com cães das raças pitbull e rottweiller”, afirma a professora. Ela cita que um estudo norte-americano que aponta que 70% das mulheres vítimas de violência tiveram seu animais agredidos dentro de casa.
Apesar da idéia comum de que a violência contra animais ocorre apenas nas ruas, ela explica que, no Rio Grande do Sul, ficou comprovado que de 70% a 80% das agressões notificadas eram contra animais domiciliados, com envolvimento direto de familiares nos casos. (AJ)
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