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A especialidade é japonesa, mas o sotaque nordestino. Caju, chef de um restaurante de comida asiática em Curitiba, é pernambucano da pequena Timbaúba. Diante da tez morena, não é raro ouvir brincadeiras do tipo “quem é esse japonês?” “Comecei a trabalhar no ramo em São Paulo aos 13 anos e nunca mais parei, adoro esse tipo de alimentação”, conta ele, aos 29 anos, pouco conhecido como Edilson Manoel da Silva. Em destaque no currículo, a passagem pelo nipônico Takô, em São Paulo, “uma boa escola”, e a vinda para Curitiba em 1996 para inaugurar a filial da empresa. Depois de tentar abrir dois negócios próprios sem sucesso, voltou a investir no que sabe fazer melhor: pratos quentes e molhos típicos japoneses. Do Nordeste são poucas as saudades. “Só da minha família e da música”, diz o fã de forró. Fanático pelo São Paulo Futebol Clube, não perde um jogo, mesmo sem ter nenhuma vocação para o esporte. Caju ainda sonha com o próprio restaurante e em dar aulas da sua especialidade. O segredo do sucesso? “Gostar do que faz, aí tudo sai gostoso.”
Beleza natal
A alimentação em Timbaúba, a 93 quilômetros do Recife, era bem diferente do paladar nipônico, com pratos à base de mandioca.
Do Nordeste
Os CDs de forró e rap são os preferidos para lembrar da alegria da sua terra. “No começo tive dificuldades para me adaptar ao Sul, mas agora isso já passou.”
Palco
O restaurante Akira é o cenário atual das suas produções, como o Camarão Cream Caju ou o Caju no Alumínio.
Troféu
Caju não perde um campeonato de futebol dos funcionários de restaurantes. “É muito divertido, torço bastante pelo meu time, que já ganhou muitas medalhas e troféus”, afirma entusiasmado.