Histórico

Consciência alterada

Larissa Jedyn
03/10/2005 00:05
Você já deve ter visto num desenho animado a cena clássica de um bandido hipnotizando alguém com um pêndulo indo de um lado para o outro e o mocinho, nessas horas, já com os olhos zonzos, obedecendo as ordens do malfeitor. Bom, usar um pêndulo para hipnotizar uma pessoa até pode acontecer, mas conseguir desta forma um escravo para as suas vontades já são outros quinhentos. No livro Hipnose – Alterando e Desenvolvendo a Consciência, o médico Alcimar José Vidolin fala sobre as linhas mestras dessa técnica capaz de se aliar à Medicina ou à Psicologia para aliviar sintomas, desvendar traumas e reprogramar comportamentos. Para começar, ele trata de acabar com um mito: quem está hipnotizado tem vontade própria, ou seja, não vai sair obedecendo o hipnotizador à revelia…
Desfeitos os equívocos, o livro traça uma linha do tempo, fala de onde surgiu a hipnose e as formas de se chegar nesse estado de transe, que se assemelha a um sono leve. Outra verdade revelada é que nem todo mundo pode ser hipnotizado. Há pessoas, segundo o autor, que não chegam ao transe hipnótico e outras mais suscetíveis a variados níveis de relaxamento. Com alguns testes simples é possível verificar essa predisposição e os olhares treinados dos profissionais dessa área decodificam rápido quem é mais sensível. É por isso, por exemplo, que nos programas de auditório, o hipnólogo consegue selecionar pessoas para exemplificar a técnica e fazer gente morder uma cebola acreditando ser uma maçã suculenta.
A hipnose ainda é vista com desconfiança, mais por desconhecimento que por outra razão. E o livro pode ser uma forma para começar a se inteirar sobre a técnica que tem ajudado tanto nos processos de psicoterapia quanto nos de elucidação de crimes. A obra vem com um CD com exercícios de indução de auto-hipnose.
Serviço: Hipnose – Alterando e Desenvolvendo a Consciência, de Alcimar José Vidolin, Editora Eclipse, R$ 30.
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