Histórico

O que importa é a união – e a diversão

Adriana Czelusniak -adrianacz@gazetadopovo.com.br
19/12/2010 02:38
Há mais de 20 anos a cantora da Camerata Antiqua de Curitiba Silvia Suss Marques, 50 anos, reveza as festas de Natal com a cunhada Elma Marques Granzoti. No início eram apenas os familiares, mas, com o costume de sempre integrar quem quer que estivesse sem festa de Natal, o quórum nas celebrações foi aumentando – elas já chegaram a ter mais de 70 pessoas. Na casa das duas vale tudo: cada um leva um prato, as mesas são emprestadas da igreja, os maridos ajudam na decoração e ao final todos se dirigem à cozinha para acabar com a bagunça. Não faltam os momentos de religiosidade e nem os de diversão, como conta Silvia. “Antes do jantar é lida uma passagem bíblica sobre o nascimento de Jesus, cantamos alguns cânticos de Natal e oramos agradecendo por tudo. Após a ceia fazemos um amigo secreto divertido. Antes era de R$ 1,99, agora é o ‘inimigos secreto’, com presentes de até R$ 10. Nos divertimos tanto trocando os presentes que a festa acaba indo até as 3 horas da manhã”, conta.
Entretenimento
A música não pode ser deixada de fora nas grandes ou pequenas festas, mas evite a tentação de deixar rolando aqueles cânticos natalinos ou músicas com chavões de ano-novo. “É bom deixar a música de Natal para a hora da entrega dos presentes e as de virada de ano também devem ser usadas com moderação”, lembra a organizadora de eventos Malu Losso. Durante a festa, fique de olho nos convidados e perceba se está na hora de assumir o controle do som para acender um pouco a plateia ou acalmar os ânimos. Como diz a organizadora de festas Cristina Dias, se a intenção não é a de contratar um DJ, basta pedir a alguém da família para gravar uma coletânea de músicas ou investir um tempo na sua própria seleção. “Vale a pena perder uma horinha no computador para baixar músicas natalinas e louges”, diz.
Se quer que seus filhos mantenham a crença no Papai Noel, considere a possibilidade de contratar um profissional. Moisés Silva, que trabalha como o bom velhinho há dez anos, conta que, na hora de contratar alguém, alguns cuidados podem ser tomados: “Converse com quem se propõe ao papel, pois assim já dá para saber se ele será um bom Noel. Preste atenção na voz, verifique o tempo de experiência, idade e se a pessoa tem filhos ou netos – isso influencia o traquejo com as crianças”, explica. O mais importante, destaca Moisés, é a barba. “Ela é mais poderosa que a roupa. A criança já vem procurando o elástico para saber se é falsa”, revela.
Já no réveillon, uma boa ideia é escrever mensagem positivas para o novo-ano e distribuí-las pela casa, ou mantê-las em um potinho para os convidados lerem. “Muita gente gosta de brincadeiras simples, como na hora da virada ‘entrar de pé direito’, chupar uvas ou comer romã. Participa quem quer”, lembra Malu. Só não vale exigir que todos venham de branco. Cada um tem seu direito de escolha, ok?
Ao som de “Noite Feliz”
Gorrinho de Papai Noel para ele, chifrinhos de rena para ela, árvore montada com os enfeites comprados há 50 anos, seis presépios a postos e à mão o disco de 1967 com 101 cordas executando canções de Natal. Estes são apenas alguns dos preparativos natalinos da dona de casa Edna Nery Leal Brandão, 71 anos, e de Adolpho Duarte Brandão, militar aposentado de 82 anos. Em meados de outubro Edna vai ao Centro para renovar a decoração festiva da casa que, durante a madrugada do dia 25, é, como ela mesma diz, “open house”, com a comilança posta à mesa durante toda a madrugada. Ela explica que o hábito vem de muitos anos, no início por causa das crianças que deixavam o pratinho pronto para o Papai Noel e, mais tarde, devido aos amigos dos filhos, que passavam por lá depois da noitada fora. “A Fernanda Torres diz na chamada de um programa televisivo que a casa é o parque de diversões do adulto. Eu concordo com ela. Eu me divirto e me renovo todo ano. Há pouco tempo tive um problema de saúde que me deixou de cama. Agora, com a casa enfeitada, está tudo mais bonito: as luzes, as cores, o amor e a paz que a gente sente”, diz. E, em meio aos preparativos para as rabanadas, bolo suíço, bala de caramelo com nozes, peru, pernil e arroz à grega, Edna cantarola “Noite Feliz”, ensaia os versos do conto de Natal de Charles Dickens e filosofa: “Todos deveríamos ser como crianças esta época do ano. Nossas almas deveriam dançar, nossos olhos, rir, nossas vozes, cantar, e nossos corações, crer.”
Interatividade
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Bolos decorados Veri Fragoso, fone (41) 3342-6978. Site www.verifragoso.com.br.
La Table, Av. Ns. Aparecida, 742, Seminário, fone (41) 3274-0875. Site www.latablegastronomie.com.br.
Lu Bartender, fone (41) 3564-3954 e e-mail lu-bartender@bol.com.br.
Party designer Cristina Dias, fone (41) 8405-0330 e e-mail ccdcristina@gmail.com.
Rose Petenuci Chocolates e Biscoitos Finos, Rua Francisco Rocha, 533, Batel, fone (41) 3538-7845. Site www.rosepetenuci.com.br.
Moisés Silva (Papai Noel), fone (41) 3354-6471 e 9924-4788.