Histórico

Resposta do leitor

Adriano Justino
16/04/2007 01:05
Em resposta à pergunta do Viver Bem “Você lembra de forma especial de algum professor?”, duas leitoras mandaram suas histórias:
* Maria Olinda Lima e Silva, ex-aluna do Instituto de Educação do Paraná
“Aos berros ele dizia: ‘só aprendi do amor o mal que ele me fez”. Qual das senhoritas irá analisar esta frase para mim?’ Era o professor de Português mais bravo que da escola. Magérrimo, fumante, idoso e rabugento. Era dono de uma das piores vozes. entrecortada de tosses e pigarros. Dele recebemos as mais cintilantes luzes do saber. Aprendemos a respeitá-lo e amá-lo. Seria o nosso professor homenageado na cerimonia de 1968. Mas esse astro que havia nos guiado feneceu no meio do caminho. A nossa turma se chamou ‘Prof. Casemiro Chociay’.”
* Carmen Lúcia Rigoni, ex-aluna do colégio Nossa Senhora de Lourdes (Cajurú)
“Ficávamos na escola o dia todo. As lições de português, matemática e francês eram mescladas com aulas de catecismo, poesia, leitura e trabalhos manuais. No bosque de cedros, fazíamos o recreio. No dia 17 de março de 2007, nos 100 anos do colégio, me preparei para o evento. Decorridos mais de 50 anos, quem eu poderia encontrar dos amiguinhos de 1950? Tendo em mãos uma foto do meu grupo fui à busca do passado. Onde estaria irmã Iolanda, minha primeira professora? Eis que a encontro. Emoção de ambas. Ao ver a fotografia e se identificar, ela se pronunciou… que lindo! Sentada ao seu lado, vi descortinar o passado, num tom de saudosismo.
Meu beijo especial à irmã Iolanda que um dia me alfabetizou e contribuiu para a minha formação.”