Semana de moda mais importante do continente, a 26a São Paulo Fashion Week velejou ao sabor da nova ordem mundial. Luxo contido, peças intercambiáveis, resistentes e que duram mais do que uma temporada. O preto e as gamas de cinza reinaram, assim como as calças de silhueta “cenoura”, com volume nos quadris e afunilada nas barras. Ficaram de escanteio os micro comprimentos e os excessos de romantismo e de volume.
Foto 1 – Não houve reinvenção na Ellus, apenas a confirmação de seu streetwear bem feito, que há muito não dava pinta na passarela. O jeans largo, acinzentado, tem tudo para pegar.
Foto 2 – O “paletó do namorado” é uma das peças mais faladas desta SP Fashion Week. A grife Maria Bonita trouxe a versão de um botão usada com saia leve e sapatos masculinos.
Foto 3 – Bom investimento para o inverno, o macacão é uma peça contemporânea, urbana e versátil. Este é da Huis Clos, que trouxe uma coleção jovem-chique para a passarela.
Foto 4 – A Animale mostrou a jaquetinha estruturada com pregas anatômicas em tecido que responde ao calor do corpo. A peça é uma das candidatas a hit da estação dos fashionistas. O tom rosado é um dos poucos dissonantes à onda preta que invadiu a semana de moda.
Foto 5 – A marca do desfile de Alexandre Herchcovitch desta temporada foi o mix de tecidos e referências em uma só peça. Paetês listrados combinam com georgette de seda estampada, refletindo a ideia do caos urbano que inspirou o estilista.
Foto 6 – O terninho ganhou frescor na coleção da Cori. Com uma alfaiataria de corte perfeito, a tradicional risca-de-giz receba detalhes coloridos e ombros estruturados. Tudo muito usável, como este look que pode ir direto para fora da passarela.
Foto 7 – O curitibano Jefferson Kulig propôs um novo terno, em tecido estruturado com nervuras. A coleção veio mais comercial, sem perder a atitude futurista que marca a trajetória do estilista.
Foto 8 – Lino Villaventura não abriu mão da moda festa, mas garantiu a realidade para a sua consumidora num recado bastante óbvio de que as peças pretas são eternas – ou quase.
Foto 9 – Material de custo mais baixo, o moletom foi alçado ao posto da alfaiataria pela Osklen, que também usou a matéria-prima para fazer esse blusão extra grande, usado como vestido.
Foto 10 – Esta é uma boa versão da falada “calça-cenoura”, ou new baggy, feita por Érika Ikezili. A peça funciona bem com camisa por dentro e sapatos de salto.
Foto 11 – Além de todo o conceito de sua coleção – que levou idosos e crianças para a passarela – a ideia das roupas de Ronaldo Fraga é que elas podem ser vestidas por qualquer tipo de corpo. Um exemplo é o vestido solto usado por esta senhorinha.
Foto 12 – Na criança, Fraga colocou um quimoninho gracioso com estampa de relógio.
A jornalista viajou a convite do evento.
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