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Quem vê Maurício Vogue a mil por hora durante os shows da banda Denorex 80 – fantasiado de He-Man ou dando piruetas como a dançarina do filme Flashdance – não imagina que o ator, diretor de teatro, bailarino e cantor é tranqüilo e que adora ficar em casa, assistindo tevê, nos finais de semana. “Confesso que já fui muito baladeiro, saía de quinta a domingo, mas as apresentações esgotaram esse meu lado”, conta. Filho de Regina Vogue, um dos principais nomes do teatro infanto-juvenil do Paraná, Maurício foi criado nos palcos. Flertou com a música, com o jornalismo, atuou como bailarino durante 12 anos, mas acabou seguindo os passos da mãe. “Sempre digo que não fazemos teatro infantil, fazemos teatro para crianças. A intenção é fazer com que eles questionem e reflitam sobre as peças”, explica. A paixão pela dança e pela música voltaram a fazer parte de sua vida há alguns anos. Foi convidado a dirigir o novo espetáculo do grupo de dança G2, do Balé Teatro Guaíra. A estréia, que acontece em novembro, terá formato inusitado. Será um musical, onde os bailarinos também cantam e atuam. O trabalho com o Denorex, sucesso de público há mais de três anos, também continua com força total. O grupo, que surgiu como uma grande brincadeira, é formado por atores veteranos do teatro, como ele, e músicos de primeira – entre eles, dois maestros. O primeiro CD será lançado no mês que vem.
Mundo das panelas
Ele é quem pilota o fogão da casa da família Vogue. As suas especialidades são as massas e os molhos. Mas o estrogonofe é unanimidade entre os convidados recebidos com freqüência para o jantar.
Felicitações
As cartas e os cartões de aniversário recebidos durante os anos são mantidos com cuidado e guardam palavras de carinho e boas lembranças.
Brinquedos…
Os bonecos de playmobil lembram a infância, mas estes foram adquiridos recentemente. “Quando eu era criança, se não estava no teatro, estava brincando e montando os meus próprios espetáculos com as peças”.
… e outros bichos
Maurício é dono de quatro pares de pantufas, todos de bichinhos. Eles são usados em casa e até no trabalho, pois sapatos não são permitidos durante os ensaios no Guaíra. “Ainda tenho um lado criança muito forte, que é resgatado sempre, para sobreviver em um mundo como o nosso”, conta.
De cabeceira
Os livros Ler o Teatro Contemporâneo, de Jean Pierre Ryngaert e Dicionário de Teatro, de Patrice Pavis, acompanham o artista durante a rotina de trabalho. Servem de referência durante o processo de criação e de direção de um novo espetáculo.