Turismo

A tecnologia que move o planeta

Japão - Rogério Galindo
29/01/2009 02:04
A “cidade elétrica” de Akihabara é um aglomerado de ruas onde se encontra de tudo, mas especialmente produtos de informática.
As lojas se acumulam uma ao lado da outra, muitas vezes uma em cima da outra. Há desde lojas de departamentos com vários andares até barraquinhas de produtos usados. Os produtos são, em geral, mais baratos do que no Brasil. Computadores, pen drives, máquinas fotográficas, iPods – os turistas fazem a festa por lá.
Às vezes o preço parece espantosamente baixo.
É possível encontrar diferenças grandes entre dois iPods do mesmo modelo e com a mesma memória. Quando se pergunta ao vendedor o motivo, a explicação é simples: um é “de uma geração anterior”. E, lá, tudo o que fica minimamente ultrapassado não interessa mais. E passa a ser vendido por preços inimagináveis em nossas terras.
Porém, nem tudo é barato. Os telefones celulares da moda – verdadeira paixão dos japoneses, que andam em metrôs e trens o dia inteiro acessando a internet por seus aparelhinhos coloridos, são caros de qualquer jeito. “São preços que só os japoneses podem pagar”, ensina um dos vendedores multiculturais da região.
As lojas de Akihabara também formam um curioso mosaico de culturas e países. Depois da reconstrução do Japão, no período pós-guerra, gente dos mais variados cantos do mundo passou a procurar o país para tentar uma nova chance na vida. Em Akihabara, isso fica muito evidente. É possível ser atendido por alguém de Mianmar, falar com um vendedor brasileiro e encontrar um russo oferecendo produtos em perfeito inglês: tudo isso andando poucos minutos.
Cidade Velha
Asakusa, a “cidade velha” deve, necessariamente, ser o ponto final de visita a Tóquio. Deixe para ir lá depois de ter feito todo o resto. O motivo é simples: é lá que você vai encontrar todos os presentinhos que precisa trazer de volta para casa. Saindo das ruas de Asakusa, basta enfiar tudo na mala e voltar para o Brasil.
Situado ao norte de Tóquio, o bairro é um passeio imperdível. Os japoneses deixaram o local com cara de séculos passados. Isso é, se o visitante conseguir ignorar os arranha-céus em volta. Tem até gente disposta a levá-lo num passeio de riquixá – aqueles “carrinhos de mão” de um lugar puxados por uma pessoa. Mas nem se empolgue: o preço é alto.
Nas lojas, pelo contrário, dá para achar presentes a preços bem razoáveis – é como se fosse uma feirinha do Largo da Ordem, só que muito mais organizada, como tudo o que acontece no Japão. Andando de quiosque em quiosque consegue-se comprar quimonos, chinelos de madeira tradicionais, bibelôs e amuletos da sorte, além de bonés e camisetas.
No fim do grande corredor de lojas, há dois grandes ícones da religiosidade japonesa. O primeiro é um grande templo budista. Depois de passar por um grande recipiente de incensos, onde se deve jogar a fumaça para o corpo e, especialmente para a cabeça, para ficar mais inteligente, chega-se a outro instrumento de purificação. É um chafariz, de onde se pega água com um uma concha e lavam-se as mãos. Aí, você está pronto para ir até a entrada do templo.
Mesmo se não entrar para assistir aos rituais, poderá se impressionar. Há a magnífica arquitetura e iconografia. E há a imensa fé dos japoneses, que se entregam a momentos inesquecíveis de devoção. Quem quiser, também pode tirar a sorte pagando 100 ienes: o equivalente a R$ 1,50.
Logo em seguida, há um santuário xintoísta. Vale lembrar que não se trata de religiões conflitantes. A maioria dos japoneses pratica tanto o budismo quanto o xintoísmo, sem nenhum remorso ou repreensão por isso. O processo de purificação é semelhante. Logo depois de dois animais míticos esculpidos em pedra – o da direita sempre com a boca aberta, como se estivesse dizendo uma saudação aos visitantes – entra-se na área do santuário. Batem-se três palmas e jogam-se moedinhas, independentemente do valor, para os ancestrais.
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O jornalista viajou a convite do governo do Japão.