Em cada refeição há opções de pratos com carne, pescado ou massa.
Além de esquiar, se há uma coisa que os turistas fazem muito em Portillo, é comer, e comer bem. Por dia, são preparados cerca de 1,2 mil pratos capazes de satisfazer aos mais diferentes paladares. De pratos simples, como frango com fritas, opção bastante requisitada por crianças, a delícias da cozinha internacional, como o cordeiro assado acompanhado por purê de abóbora e por vinhos de excelente qualidade, tudo é preparado pela equipe de 60 cozinheiros e auxiliares da estação.
A cozinha é comandada pelo chef Rafael Figueroa, que trabalha no local desde 1984. Ele conta que em cada refeição, além da entrada, os hóspedes podem optar entre três pratos principais: geralmente um com carne, outro com pescado e o último com massa. Há sempre a sobremesa do dia, mas também podem ser solicitadas outras. Para atender as crianças, há um cardápio fixo, com opções como churrasco, frango, hambúrguer, fritas, purê de batata e arroz.
Como a estação é freqüentada por hóspedes de diferentes nacionalidades, o chef diz que busca parte de suas receitas em livros de comidas típicas de outros países, como da Tailândia e Peru. Fora da temporada, Rafael Figueroa, por vezes, faz estágios em restaurantes de outros países. No Brasil, ele já passou por quatro restaurantes da rede Fasano. O chef conta que não há um prato que seja o campeão na preferência dos hóspedes, mas já em relação aos drinques, ninguém quer sair do hotel sem provar a bebida típica do Chile: o pisco sour, que se assemelha a nossa caipirinha e é feito com pisco (a aguardente chilena), suco de limão, açúcar e gelo (algumas pessoas adicionam claras de ovos no drinque, mas o chef prefere não fazer isso). Muitos hóspedes não dispensam também os vinhos, todos chilenos.
Comer com emoção
Parte dos hóspedes de Portillo também pode desfrutar do “comer com emoção”. Para isso, eles precisam ir até ao Tio Bob´s, um restaurante encravado no alto da montanha, freqüentado sobretudo por esquiadores mais experientes. Para chegar ao Tio Bob´s, que está a 3,2 mil metros de altitude, é preciso pegar o teleférico. No percurso, os turistas contemplam a beleza do vale e das montanhas e sentem a emoção de superar uma região de abismo. Chegando ao alto da montanha, é preciso descer alguns metros para chegar ao restaurante – algo simples para quem vai de esqui, mas que exige fôlego de quem não sabe esquiar, sobretudo no retorno.
No restaurante, os aventureiros encontram um caldo quente como entrada e outros pratos servidos no sistema self-service. As refeições então são feitas em mesas externas, de onde se pode contemplar o hotel, o vale, o lago e toda a beleza da Cordilheira dos Andes.