Turismo

Caminho dos livros

Adriano Justino
02/10/2008 03:03
Em outras palavras, basta o sujeito ter meia dúzia de livros didáticos expostos em uma mesa de armar para o lugar ser chamado de “livraria”. Caminhando pela Corrientes, o que mais se vê são lojas com centenas, milhares de livros muito velhos e muito simples, vendidos a preço de banana em promoções de leve três e pague dois, um por seis e dois por dez, etc. Na chamada avenida das livrarias, o mais difícil é encontrar uma loja com acervo que valha uma exploração. Já em outra avenida, a Santa Fé, existe uma livraria que merece uma visita, se possível, demorada. É a filial da El Atheneo, construída em um antigo teatro. No espaço do palco, existe um café. Onde era a platéia, estão os livros. Nos camarotes, CDs e DVDs.
A construção é linda e compensa a balbúrdia do acervo. É quase impossível se situar em meio à bagunça que predomina nas estantes. Placas com nomes de escritores ficam perdidas nas prateleiras por indicarem livros que não existem ou que estão fora do lugar.