Turismo

Caminhos da guerra

Por Carmen Lucia Rigoni, de Curitiba
06/01/2011 02:02
Em meio à ameaça da suspensão dos voos, devido à fumaça do vulcão na Islândia, nosso destino inicial foi Roma. Lá, permanecemos cerca de três dias, visitando os pontos turísticos mais expressivos – dentre os quais o Fórum Romano e a Basílica de São Pedro. Seguindo rumo ao front brasileiro na guerra, passamos por San Gimigniano, a Cidade das Torres. Foi como entrar no túnel do tempo, sem falar na paisagem de tirar o fôlego. Ainda no roteiro, paramos em Siena, a cidade histórica pelo seu palio (corrida de cavalos que ocorre entre julho e agosto).
Próxima parada: a famosa Linha Gótica, próximo a Bolonha, onde os soldados brasileiros combateram entre 1944 e 1945. Foram indescritíveis as homenagens que os cidadãos italianos nos prestaram.
Terminadas as cerimônias na Itália, partimos de ônibus para a França. Assim, passamos por campos cultivados e floridos pernoitando em Lyon, e, em Paris, os passeios nos conduziram aos famosos monumentos históricos: Torre Eiffel, Museu do Louvre e Arco do Triunfo, dentre outros.
A parada final dessa viagem deu-se em Londres. Na capital inglesa, visitamos os palácios reais e vários pontos turísticos. Dentro do espírito que envolvia a celebração do fim da Guerra, estivemos no Imperial War Museum, cujos acervos das duas Guerras Mundiais são significativos. Nessa visitação, chamava a atenção o tamanho das bombas voadoras, que tanto fustigaram a cidade na época do conflito, e sentimos, em um bunker simulado, os “cheiros da guerra” proporcionados então pela fumaça e o ruído dos bombardeios.
Aquele inesquecível tour histórico nos fez recordar os momentos marcantes da Segunda Guerra Mundial, que tentaremos repetir em circuitos futuros.
Carmen Lucia Rigoni, 65 anos, historiadora e escritora.