Turismo

Capital é uma viagem pelo islamismo

Roberto Couto
13/05/2010 03:04
O Cairo é um mosaico de sensações e experiências, surgidas em milênios de história de ocupações (romana, bizantina, otomana, francesa e inglesa). Lá está o Nilo, com boa parte das suas margens ocupadas por altos prédios de hotéis, bancos e multinacionais. Mas também há o som das rezas nas mesquitas, que se une ao ruído incessante das buzinas dos carros.
Há ainda a Cairo copta, denominação usada para os cristãos egípcios. Antes de se tornar majoritariamente muçulmano, a partir do século 7, o país, então sob domínio romano e, posteriormente, bizantino, foi cristão. Essa herança está em várias igrejas, como a Suspensa, exemplo único da arquitetura e dos símbolos religiosos coptas.
Mas é no Cairo islâmico, com suas mesquitas, tumbas e palácios, que o turista se sente numa outra cidade. Os pontos altos são a Ci­­da­dela de Saladino, formada no século 12, para defender a capital dos cruzados; e o bazar Khan al Khalili, com suas centenas de lojas que vendem suvenires, roupas típicas, tapetes, papiros e artigos de prata e ouro (ali, a regra é barganhar).
Das dezenas de mesquitas naquela parte da capital, três se destacam. A de Al Azhar, construída em 970, próxima ao Khan al Khalili, é uma das madrassas (escola para ensino do Corão) mais antigas e prestigiadas do mundo. A mesquita de alabastro de Mo­­hammed Ali, em plena Cidadela, foi construída no século 19 e possui em seu pátio um relógio presenteado pelo rei francês Luís Felipe, em retribuição ao obelisco que se encontra na Place de la Concorde, em Paris. Já a Amr Bin Al-As, também na Cidadela, é a mais antiga do Cairo, fundada em 642.