Castro é uma cidade charmosa, simples e hospitaleira, que guarda bonitas lembranças do período do tropeirismo. Isso tudo podemos ver no Museu do Tropeiro, o único no genero no país. Seu acervo conta com mais de mil peças, entre vestimentas, mapas, móveis de época, objetos pessoais dos antigos viajantes, além de uma pequena coleção de arte sacra. O imóvel, tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná, possui arquitetura de época. Feito de taipa de pilão, é considerado a casa mais antiga da cidade. Há algum tempo, a administração municipal vem procurando conservar os casarões antigos para que não percam suas características originais. E isso ocorre no Centro Histórico, onde está a Praça Sant’Ana do Iapó, com a bonita Igreja Matriz de Sant’Ana, que teve sua construção iniciada no século 18. Lá, estão os belíssimos lustres de cristal doados por dom Pedro II. Também chamam a atenção dos visitantes os mosaicos de vidro coloridos de suas janelas e as pinturas de seu interior, que foram feitas pelo frei Mathias de Genova.
A mesma praça é ainda o endereço da Casa da Cultura Emília Erichsen. Para os moradores, é a construção mais representativa da cidade. Tem uma história interessante. A casa foi construída em 1850, e mais tarde abrigou o primeiro jardim de infância do Brasil, fundado por Emília Erichsen. Hoje serve de espaço para exposições.
Apesar do inverno, o clima durante o dia é agradável, favorecendo os passeios, e um friozinho à noite abre o apetite para degustar um delicioso Castropeiro, o prato típico da cidade. Trata-se de uma comida tipicamente caseira à base de carnes de gado e porco, acompanhadas de feijão tropeiro, quibebe, arroz e legumes refogados.
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