Turismo

Cenários paradisíacos e pouco explorados no sul da ilha

Luciane Horcel
16/12/2010 02:11
Quem segue pela SC-406, que sai da Lagoa da Conceição (outra via de acesso é pela Avenida Beira-Mar Sul, a partir do Centro), percebe que o cenário vai mudando a cada quilômetro percorrido. A primeira parada, com direito a um desvio da rodovia principal, é a Praia do Campeche, que só agora começa a receber maior atenção dos visitantes e moradores da ilha. Fenômeno ainda a ser compreendido: frequentadores da Mole começaram a rumar suas cangas e pranchas para um trecho denominado Riozinho do Campeche. Diante da orla, a bela Ilha do Campeche, que pode ser visitada contratando-se um dos barcos de pescadores locais. De volta à estrada, seguindo mais para o sul, chega-se à Praia da Armação, com sua vila de pescadores e onde também é possível contratar barcos para visitar a ilha vizinha.
De lá, segue-se para Pântano do Sul. Quem vai à bucólica praia, cheia de barquinhos aglomerados em sua enseada, geralmente tem endereço certo: o Bar do Arante, fol­­clórico restaurante cujas paredes são completamente forradas de bilhetinhos que os clientes colocam desde 1958. A casa rústica, com janelas para o mar, tem um grande cardápio, com destaque pa­­ra o peixe grelhado com pirão (R$ 75), que serve bem duas pessoas.
Pântano do Sul dá acesso a outra importante atração do sul da ilha: a praia de Lagoinha do Leste. Antes, é preciso vencer a trilha íngreme para alcançá-la, pois não há estrada até lá. Quem encara o esforço, por cerca de uma hora, dá de cara com a praia em grande estilo. Cercada por costões verdes e uma bela lagoa, Lagoinha do Leste ainda é selvagem, com areia imaculada. Nem parece que estamos a pouco mais de 20 km de um shopping no Centro.
Paraíso das ostras
Mais uma vez na estrada, um último desvio antes de voltar ao centro ou à Lagoa da Conceição. Logo depois de passar por Ar­­ma­­ção, vale seguir para o trecho da SC 401 que leva à Ribeirão da Ilha. Naquele vilarejo que também está bem visível, o legado da colonização açoriana em Florianópolis, principalmente na arquitetura das casinhas coloridas do século 18. Uma única rua, com calçamento de pé de moleque, corta todo o bairro, que tem mar calmo e dezenas de fazendas de criação de os­­tras. Há diversos restaurantes por ali para degustar a iguaria, com destaque para o Ostradamus, com uma decoração cheia de temas náuticos e um cardápio com todas as variações do molusco. Se o passeio à vila for num fim de tarde, aproveite para apreciar o pôr-do-sol no píer desse restaurante. Vai ser difícil acreditar que, a alguns quilômetros dali, está ocorrendo uma balada num lounge bar de Jurerê Internacional. Mas aí é que está o eterno charme de Floripa!