Turismo

Crateras que viraram lagoas

Adriano Justino
12/08/2010 03:10
A sensação é das melhores, de tirar o fôlego! Subir morros em curvas, ver cidades e vilarejos ficarem pequeninos lá longe, seguir a linha do horizonte do oceano até que – no topo da montanha, depois de um suspiro –, dá para ver uma lagoa imensa de águas meio azul e meio esverdeada ocupando o lugar de uma antiga cratera de vulcão. Como pode? Naquele mesmo lugar, há centenas de anos, o que existia era a boca de um vulcão furioso que expelia fogo, lava e fumaça. Agora, um verdadeiro colírio para os olhos.
Assim é a Lagoa das Sete Cidades, na ilha de São Miguel. Um imenso mar de água doce bicolor formado por duas lagoas geminadas (a Verde e a Azul), com 4,5 quilômetros quadrados. O nome remete à lenda de sete cidades que foram destruídas por sete vulcões. É possível descer a encosta da cratera e andar nas margens da lagoa. No interior da caldeira, casas com jardins repletos de hortênsias e azaléas completam o cenário único.
Outras lagoas semelhantes, mas não tão imponentes, também podem ser visitadas em São Miguel – do Congro, Caldeira Velha, Santiago e Rasa. Destaque para a Lagoa do Fogo, que tem no interior da cratera uma praia de areia branca. Nas demais ilhas do arquipélago açoriano existem outras caldeiras. Se tiver oportunidade, não deixe de conhecer a de Faial – sem água, mas com vegetação exuberante. A dica para visitar qualquer uma delas é: evite ir muito cedo quando o tempo não estiver ensolarado. É muito provável que você só veja nuvens.