A explicação para o “funcionamento” do prato, ele conhece de cor. “À noite, a iguana sobe do estômago para o coração, que fica acelerado. A pessoa, então, precisa de uma namorada”, revela, atestando sem conter os risos o lendário poder afrodisíaco da iguaria de gosto suave – que muitos juram ser semelhante ao do frango.
O restaurante Jaanchies, onde se come qualquer prato por cerca de US$ 16, tem ainda vários tipos de carnes e um ambiente acolhedor. Passarinhos voam livre ao redor da fachada – às vezes se aventuram por dentro também, em uma interatividade comum por toda a ilha – e há música ao vivo. O clima é animado, algo mais parecido com o estereótipo do Caribe do que com a realidade, bem mais comedida.
O forte da culinária curaçolenha, não podia deixar de ser, são os frutos do mar. Deixar de comer um pescado no Plaza Biew – um galpão quente com cara de festa da uva, com bancos longos como os de igreja – é quase um pecado. O prato custa US$ 10 e vale cada centavo. Como acompanhamento, o arroz moro (tipo de arroz com feijão sem caldo) garante um almoço de primeira com autêntica comida “criolla”. Outra vantagem é que o local fica rodeado de lojas, bom para caminhar depois do almoço e gastar uns dólares em presentes. Em geral, os preços são bons em comparação com o Brasil.
Já o prato nacional, a Keshi Yena, exige cuidados. A iguaria é composta por muito queijo tipo gouda recheado com carne (de peixe, frango ou boi) e legumes. A combinação pode ser explosiva para os estômagos mais sensíveis, já que o queijo é bastante oleoso. Para quem não gosta de arriscar ou renovar o paladar, há restaurantes internacionais espalhados pela região – alguns, especialmente nos hotéis, bastante refinados.
Mas o forte em Curaçao não é o que se come e sim o que se bebe. Experimentar a Piña Colada, com ou sem álcool, é obrigatório. E tem mais. Para os cervejeiros de plantão, a loura da vez é a Amstel, única no mundo feita com água dessalinizada. Não é comum, porém, a cerveja ser servida gelada.
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