Turismo

É bom saber

Adriano Justino
22/02/2007 21:54
Fazer intercâmbio é muito legal, mas para que tudo corra bem é preciso tomar alguns cuidados antes e depois de ir morar no exterior.
• Os estrangeiros matriculados em escolas públicas norte-americanas recebem um visto de permanência por dois semestres, no máximo. Se escolherem um colégio particular, podem ficar dois ou até três anos. O problema é que, quando voltam para o Brasil, os estudantes encontram dificuldades para ter o curso reconhecido por uma escola daqui. Para evitar problemas, consulte a escola brasileira antes de viajar.
• Para que o ano de high school no exterior valha no sistema educacional brasileiro é importante que, antes de viajar, o jovem converse com a direção do colégio para saber quais disciplinas deverá cursar e qual a carga horária necessária. O sistema educacional brasileiro exige freqüência em cinco matérias básicas, e no exterior os estudantes escolhem as disciplinas que querem fazer. Assim, o ideal é montar o currículo mais parecido com o do Brasil. No fim das aulas, antes de voltar, é preciso levar o histórico escolar (fornecido pelo colégio estrangeiro) ao consulado ou embaixada do Brasil para dar entrada no processo de validação do diploma.
• O limite de idade para fazer intercâmbio varia de acordo com o programa e com o país. De maneira geral, os estudantes devem ter entre 15 e 18 anos.
• Para acompanhar os estudos no exterior é preciso ter o conhecimento intermediário da língua do país de destino, mas algumas escolas exigem pontuação maior do que a média – as particulares são mais rigorosas.
• Quando opta por um curso em escola pública, o aluno não escolhe onde vai estudar. No máximo, indica as regiões de sua preferência. Nas escolas particulares, os programas são mais flexíveis – o estudante pode indicar três opções, mas sem garantias.
• Normalmente, não dá para escolher uma família no exterior, com a qual o estudante vai morar. Os organizadores e a família é que escolhem o estudante, baseados no dossiê que ele preenche quando se candidata ao programa.
• Em regra, nenhum estudante tem de pagar pelas refeições feitas na casa em que estiver hospedado, porque elas já estão incluídas no valor gasto pelo programa. Mas, se comer fora de casa, as despesas correm por conta dele.
• Se surgirem problemas de convivência entre o estudante e a família que o recebe, é possível “trocar” de família. Mas é preciso que se apresente ao coordenador do programa um bom motivo para isso e a troca pode demorar dias ou semanas.
• Como provavelmente não haverá uma empregada doméstica na casa, o estudante deverá ajudar nas tarefas do dia-a-dia. O ideal é ter uma conversa no início da estada, para esclarecer quais serão os deveres.
• Pelas regras dos programas de intercâmbio, os estudantes estrangeiros não podem trabalhar. Mas alguns extras acabam sendo tolerados, como lavar carros, cuidar do jardim do vizinho ou servir de baby-sitter. Eles também não têm autorização para dirigir, mesmo que possuam carteira de motorista. Não podem, ainda, consumir bebidas alcoólicas e usar drogas, sob o risco de ser deportados. Quanto às viagens pela região, só com autorização dos pais e conhecimento dos coordenadores.