Turismo

Em terra firme e bagagem na mão

Ana Carolina Nery
19/02/2009 03:04
Alguns cuidados devem ser tomados antes de despachá-las no balcão de check-in da companhia aérea. A Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) fornece algumas recomendações. Se seguidas com atenção, ajudam a evitar problemas ao chegar ao destino.
Uma dica importante é identificar bem a bagagem, antes de ir para o aeroporto. Por mais que o modelo da mala seja bem diferente das pretas ou azuis convencionais, enganos ocorrem. Esse detalhe nem passou pela cabeça da técnica em segurança do trabalho Elisângela Freitas Affeld, quando seguiu em viagem de Curitiba a Porto Alegre, no final do ano passado.
Apesar da mala ter características que a identificassem facilmente na hora de recolhê-la na esteira, não foi dada importância à conferência e por pouco não houve um grande transtorno. “Vi que uma mulher pegou uma mala igual à minha. Pedi para que verificasse a identificação e, com ar de que estava sendo incomodada, olhou rapidamente e confirmou que era a dela, então sosseguei”, relata. Mas quando a outra mala, idêntica, passou pela esteira, foi constatado que a troca havia sido feita. “No fim, a mala que a mulher pegou era a minha, mas conseguiram localizar a passageira a tempo e destrocar as malas”, conta Elisângela.
Além de identificar a bagagem com dados como nome, endereço e telefone – normalmente elas vêm com locais e etiquetas específicas para essas informações – coloque adereços que as diferenciem, como grandes chaveiros, cordões com cores diferentes e chamativas, ou adesivos. “Minha mala é preta, então amarro um laço de fita vermelha grossa na alça. Todas as malas são muito parecidas, é uma maneira de destacar”, conta a pedagoga Andréa Velloso.
Extravio
Assim como as etiquetas, é interessante ter uma lista do que está levando na mala, uma vez que a maioria das bagagens contém objetos semelhantes, como roupas, sapatos e produtos de higiene. Será mais fácil comprovar que a mala é mesmo a sua, em caso de extravio.
Outra alternativa é incluir entre os pertences algo bem particular. “Costumo levar um objeto específico, que no meu caso é um pequeno Buda. E lembro sempre de deixar um livro pequeno, para informar o título, se necessário. Nunca precisei desses recursos, mas pode ser útil se houver algum problema”, afirma a assistente social Ana Beatriz Couto.
Consultadas pela reportagem, a Anac informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o órgão não tem uma estatística sobre problemas com bagagens, e as companhias aéreas não repassaram informações sobre esses tipos de ocorrências.
O que fazer
A Anac orienta que, em caso de extravio da bagagem, o passageiro procure a companhia aérea na sala de desembarque e preencha o Registro de Irregularidade de Bagagem (RIB), apresentando comprovante de despacho, visto ser a prova do contrato de transporte dela.
No caso de avaria, o passageiro tem até sete dias para reclamar. Segundo as normas da Anac, se a companhia se recusar a preencher o RIB, o passageiro deve dirigir-se a um Posto de Serviço da Anac, preferencialmente no aeroporto onde o fato ocorreu, e registrar uma reclamação, que poderá resultar em autuação da empresa aérea.
Se a bagagem extraviada não for encontrada e devolvida em 30 dias, a empresa deverá indenizar o passageiro. Caso seja localizada, deverá ser restituída em seu local de origem ou destino, conforme o endereço fornecido.
Os direitos do consumidor com relação a bagagens podem ser consultados em uma cartilha na sessão Dicas Anac, no endereço eletrônico www.anac.gov.br/arquivos/pdf/bagagem.pdf.