Turismo

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Adriano Justino
17/12/2009 02:03
Como chegar
A melhor forma de ir até o porto do embarque é usando os serviços de traslados que as companhias de cruzeiros oferecem. Mas é preciso tomar cuidado, porque eles seguem horários rígidos. Ou seja, nada de atraso. Caso não tenha essa opção, há sempre estacionamentos próximos ao porto com pacotes atrativos para o período do cruzeiro — uma boa alternativa para famílias. Caso parte do deslocamento seja por avião, é preciso observar a questão do volume da bagagem.
Farmacinha básica
Todos os navios dispõem de estrutura de atendimento médico, com profissionais que têm no mínimo três anos de experiência e equipamentos para exames e atendimento de urgência, mas os procedimentos de atendimento variam de acordo com os navios. Na grande maioria das embarcações, não há farmácia a bordo para compra livre de medicamentos e não se fornece remédios a não ser que o passageiro passe por uma consulta com o médico a bordo. O ideal é levar os medicamentos que se está acostumado a tomar. Não há um número máximo de medicamentos permitidos e não é restrito levar xaropes ou cremes. Se o médico a bordo receita um Dorflex, por exemplo, o comprimido deve custar em torno de US$ 2, fora a consulta que também é cobrada e custa entre US$ 60 e US$ 100. Por isso, recomenda-se que os passageiros tenham seguro, para pedido de reembolso da consulta.
Arrumando as malas
Roupas leves – como blusas frescas, shorts e roupas de banho – são as mais recomendadas para passar os dias a bordo. Opte pelas cores mais claras e roupas de tecidos naturais, como o algodão, pois são leves e deixam a pele respirar. A atenção maior deve ser na hora de adequar a roupa ao evento no cruzeiro. Há viagens com noites de festa mais glamorosas. Então, a sugestão é que o homem leve um terno escuro e a mulher, um vestido longo. Geralmente os navios que navegam pelo Brasil não têm isso e as roupas podem e devem ser totalmente relax. Mas é preciso ter bom senso. Não se deve ir ao restaurante, nem tomar café, em trajes de banho. Use uma camiseta com short ou vestido. Ninguém é obrigado a tomar café da manhã com uma pessoa desconhecida seminua do lado. Um casaquinho também é bem-vindo. Não pode faltar ainda um lenço, camiseta ou algo para jogar nas costas quando sair do tempo quente e úmido, que faz ao ar livre, e entrar nas áreas fechadas do navio, onde o ar-condicionado é bem forte (gira em torno do 20º).
Enjoo a bordo
Um dos maiores medos de quem nunca foi a um cruzeiro, é passar os dias de viagem meio mareado: com muito enjoo por conta do forte balanço do navio. Para começar, nem todos enjoam e os navios não balançam tanto assim. Com a tecnologia atual, os navios são muito estáveis, mas é possível que, em certas ocasiões, alguns hóspedes sintam desconforto pelo balanço ou pelas condições climáticas. Contudo, é fato que a grande maioria das pessoas não enjoa, sobretudo em mares calmos como na nossa costa e no Caribe. Para evitar enjôos, não deixe o estômago vazio e, quando estiver um pouco mareado, procure um local no navio onde esteja balançando menos.
Dinheiro ou cartão?
As contas do navio podem ser pagas em dólares, cartão ou, no caso de cruzeiros na costa brasileira, até em reais. Os gastos do passageiro dependem muito dos seus hábitos. Se ele prefere tomar vinhos ou outras bebidas alcoólicas como destilados, que são mais caros, recomenda-se até uns US$ 50 por pessoa, por dia. Uma dica importante: quem pretende utilizar cartão de crédito, deve avisar a instituição financeira sobre a viagem de navio. Isso porque se a pessoa faz uma compra no navio e paga no cartão, a moeda corrente é dólar. Se no mesmo dia o navio fizer escala em Búzios, por exemplo, e a pessoa pagar algo em reais, o sistema pode achar que o cartão foi clonado e bloqueá-lo. Outra dica é com relação às gorjetas. Os navios na costa brasileira já incluem gorjetas no momento do pagamento da tarifa, os internacionais normalmente cobram a bordo.