A Estrada da Graciosa começou a ser construída como caminho colonial em meados de século 17 e levou 20 anos para ser concluída. A partir de 1873, na época única ligação entre a capital do Paraná e o litoral, foi local de passagem de boa parte da economia do estado, como erva-mate, café e madeira. Hoje em dia é permitida somente a passagem de automóveis, micro-ônibus, vans e motos. Caminhões e ônibus ficam proibidos de trafegar. A única exceção é para dois ônibus de turismo que fazem a linha Curitiba-Morretes, um pela manhã e outro à tarde.
Pelo valor histórico e por estar no mais preservado trecho de Mata Atlântica do país, com ricas fauna e flora, a Estrada da Graciosa é hoje uma importante rota turística. Sua infraestrutura de lazer é mantida pelo Departamento de Estradas e Rodagem (DER). A Graciosa tem seis recantos com um total de 80 churrasqueiras cobertas, além de sanitários, mirantes e quiosques nos quais são comercializados produtos como bananas e mandiocas fritas, alimentos à base de milho, conservas, doces, caldo de cana e pastel. As churrasqueiras são muito disputadas nos finais de semana, principalmente entre os meses de novembro a fevereiro. “Mas é até melhor vir fora da temporada, no inverno. Tem menos inseto, o tempo fica mais estável e o clima mais fresco”, indica o guia Tiago Choinski, um dos proprietários da operadora de turismo Calango Expedições, de Morretes.
Cada recanto tem sua particularidade, mas o mais procurado deles é o Mãe Catira, o último do trajeto, a menos de dez minutos de Morretes. É o que tem maior área de lazer e estacionamento, com mais opções para diversão. Além de churrasqueiras, quiosques de produtos típicos da região e sanitários, o recanto tem um parquinho para crianças de até dez anos de idade e três acessos para o Rio Mãe Catira, local utilizado pelos turistas para banho.
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