Cerca de 1,5 mil turistas visitam o parque mensalmente.
A trilha básica do Parque Estadual do Guartelá compreende cinco quilômetros de caminhada – ida e volta. Ela começa no centro de visitantes, passa pelo sítio do Sêo Olímpio (propriedade particular dentro do parque), vai aos panelões do Córrego do Pedregulho, segue para o mirante do cânion e termina na cachoeira da Ponte de Pedra.
Não é preciso ser um atleta, mas o passeio é cansativo. Para retornar ao centro de visitantes, o turista ainda deve enfrentar uma subida de cerca de um quilômetro. Idosos, gestantes, crianças e mulheres com crianças de colo podem pedir para subir de van, que pertence à direção do parque e é o único veículo que pode descer até o início da trilha. De qualquer forma, é bom levar água ou isotônico, uma barra de cereal, boné ou chapéu, protetor solar, repelente e vestir roupa leve e sapatos confortáveis. No ano passado, foi instalada uma torneira com água potável no meio da trilha para matar a sede dos desavisados.
Antes do passeio na trilha básica, que dura duas horas e meia, dependendo da resistência física do turista, a direção do parque exibe um vídeo sobre as características do parque e a necessidade de preservação. “Orientamos a não jogar lixo na natureza, não arrancar plantas e não mexer com os animais. Dentro do possível, todos respeitam”, afirma o gerente, Cristóvam Queiroz.
Passarela de madeira evita que os visitantes pisem na vegetação.
Pintura rupestreA trilha básica é auto-guiada, mas para fazer o passeio completo e conhecer as pinturas rupestres do sítio arqueológico é preciso contratar um guia. Ele cobra entre R$ 50 e R$ 60 a diária. O parque não dispõe do serviço e o turista tem que deixar o local e percorrer mais 17 quilômetros de carro até a cidade de Tibagi para pedir orientação à prefeitura e contratar os serviços de uma das duas únicas agências do município.
Para fazer o passeio completo no parque, anda-se oito quilômetros. Quem tem pique consegue fazer tudo num único dia. A área das pinturas rupestres tem visitação máxima de 20 pessoas ao dia. Já na trilha básica, a capacidade é de 204 pessoas diariamente. Mas, devido ao transtorno de ter que ir à cidade contratar um guia, a taxa de visitação é baixa. Conforme o diretor de unidades de conservação dos Campos Gerais, Luiz Augusto Diedrichs, não há previsão de se contratar guias pelo próprio parque. Ele adianta que o projeto futuro é restringir a visitação ao sítio arqueológico para preservar as pinturas. (MGS)