Turismo

Hotéis americanos voltam a Cuba 50 anos depois de serem expulsos

Roberto Couto
20/03/2016 17:02
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O Quinta Avenida, que é propriedade de uma estatal "militar" cubana de turismo, será transformado em um Four Points by Sheraton. Foto: Reprodução.

A rede de hotéis Starwood anunciou ontem que irá assumir a administração de três hotéis de Havana, em Cuba. A assinatura do acordo marca a volta das cadeias norte-americanas à ilha 50 anos depois delas terem sido expulsas do país pela revolução socialista de Fidel Castro. Os estabelecimentos, totalmente renovados, deverão ser reabertos no fim do ano.
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chefe de operações da América Latina da Starwood, Jorge Giannattasio, contou as redes CNN e Fox News que a empresa vai investir milhões para renovar os hotéis Quinta Avenida, Santa Isabel e Inglaterra, além de treinar e contratar novos funcionários. O Quinta Avenida, que é propriedade de uma estatal “militar” cubana de turismo, será transformado em um Four Points by Sheraton. Já o Santa Isabel e o Inglaterra, que são geridos por outras agências do governo dos irmão Castro, se tornarão hotéis butique da bandeira The Luxury Collection da Starwood.
Os hotéis de Cuba são famosos por suas instalações precárias, pelo mobiliário em ruínas e pelo mau serviço. Giannattasio disse que os hotéis Starwood da ilha passarão por um retrofit (renovação) completa, além de ganhar melhorias de segurança e tecnológicas. Apesar da maioria dos funcionários ter de ser cubanos, a gerência dos hotéis ficarão a cargo de profissionais do grupo que atuam em outros países.
Vale lembrar que a rede Starwood é  formada por hotéis como W, Sheraton, Four Points by Sheraton, Le Meridien, ST Regis, Westin e Element, além de estabelecimentos menores de luxo sob a responsabilidade de divisões como The Luxury Collection.
Voos
A ilha dos irmãos Castro está se preparando para uma “invasão” de turistas americanos a partir de junho deste ano, quando devem começar os voos regulares entre os Estados Unidos e Cuba. No mês passado, American Airlines, United Airlines, Delta, Jet Blue e Southwest requereram autorização para voar, principalmente, para Havana. Mas o acordo firmado entre os governos norte-americano e cubano permite até 110 voos de ida e volta diários para outros nove destinos (Camagüey, Cayo Coco, Cayo Largo, Cienfuegos, Holguin, Manzanillo, Matanzas, Santa Clara e Santiago de Cuba).