Turismo

Hotel procura reduzir impacto ambiental

Adriano Justino
26/07/2007 23:30


O biólogo Anders Schmidt guia passeios ao mangue.
Em tempos de consciência ecológica, é impossível não pensar a respeito do impacto ambiental que um hotel imenso, como o Transamérica, causa em uma pequena ilha, como a de Comandatuba. “Toda ocupação gera impacto, que pode ser positivo ou negativo. No nosso caso, foi positivo, pois adaptamo-nos ao contexto”, garante Thomas Humpert, diretor do hotel. De fato, é facilmente verificável a preocupação do empreendimento com a natureza e a comunidade local. Um exemplo disso é a usina de compostagem do hotel – que pode ser visitada gratuitamente pelos hóspedes. Na usina, produzem-se 27 toneladas de composto orgânico, mensalmente, para serem usadas como adubo no paisagismo do hotel. “Com isso, reduzimos o impacto e mantemos o desafio de deixar intocável tudo o que a natureza levou milhões de anos para gerar”, conta Humpert.
Outro projeto do hotel muito interessante é o que leva à passarela dos caranguejos, que passa em cima do mangue. A visita dura uma hora, custa R$ 5 por pessoa e conta com guia. “O caranguejo é o ápice da evolução dos crustáceos”, diz, entusiasmado, o biólogo Anders Schmidt, do Instituto Ecotuba, ONG parceira do Transamérica.
O hotel e a organização promovem ainda o projeto Queloniatuba, para a conservação das tartarugas marinhas, que desovam nas areias da ilha de Comandatuba. O projeto é realizado junto à comunidade desde 1995. Na época, o hotel doava ovos de galinha para os moradores do local em troca da preservação dos ovos de tartaruga. Hoje, isso não é mais necessário, mas continua o monitoramento que garante, a cada temporada (outubro a abril), a ida para o mar de uma média de 4 mil filhotes de tartarugas marinhas. “As crianças que estão hospedadas no hotel ficam malucas quando vêem as tartaruguinhas nascerem”, conta Humpert.
Além da natureza, o Transamérica procura preservar a comunidade local. De acordo com o diretor do hotel, 99% dos colaboradores (505 fixos que chegam a 850 na alta temporada) são da região. “Há muita gente que trabalha aqui desde as obras de construção do empreendimento”, completa. (VD)