Turismo

Ilha cheia de felicidade

Tatiana Reis é jornalista e proprietária do Gaya – Centro de Qualidade de Vida.
17/08/2006 21:54
Quando eu falava às pessoas que estava indo para Aruba, escutava os mais diversos comentários: “Aqui no litoral?” ou “Adoro Santa Catarina”. Pois bem, Aruba está bem longe em distância e em beleza do nosso litoral. Localizada a 30 quilômetros da costa da Venezuela, é uma das diversas ilhas do Mar do Caribe, o que significa calor, céu e mar azuis e cervejas a quatro dólares.
Voltando de viagem, vem a pergunta dos amigos: “Como foi lá?”. Resposta óbvia: não tem como ser ruim. Além das características já citadas, os arubianos estão acostumados a receber americanos – o que faz o serviço turístico ser nota 10 –, o povo é muito amistoso e se você diz que é brasileiro tem tratamento VIP. Não tem tempo feio em Aruba. Venta tanto que as nuvens feias não permanecem no céu.
Aruba é uma das ilhas do ABC do Caribe Holandês – as outras duas são Bonaire e Curaçao. Lá, a maioria dos habitantes tem a pachorra de falar quatro idiomas fluentemente: o holandês, que é ensinado na escola, o inglês, o espanhol e o papiamento, que é uma mistura de tudo isso com o português e algumas línguas africanas.
Durante a viagem, intercalamos dias de preguiça total em espreguiçadeiras à beira-mar com dias de passeios intensos. Saindo da região litorânea, há um deserto no miolo da ilha, com direito a cactus, montes de pedra e ruínas abandonadas. Fomos a uma fazenda de avestruzes em que eu paguei um mico caindo em uma brincadeira para alimentar os bichos.
Também navegamos em um catamarã em busca de bons pontos de mergulho, como o local onde está um navio alemão naufragado durante a Segunda Guerra. Não gosto de mergulhos, por isso preferi ficar no barco me deliciando com Aruba Arriba (drinque com gosto de xarope de criança) e cervejas Balashis (produção local) na faixa.
Mas estava confiante que o próximo passeio me daria todo o fundo do mar esperado em uma viagem ao Caribe. Passaríamos 40 claustrofóbicos minutos em um submarino que desceria 150 pés (cerca de 45 metros). Só que, infelizmente, não dá para ver muita coisa. A janelinha é embaçada e os peixes legais de se ver só saem à noite. Mesmo assim, pudemos apreciar alguns corais, mais dois naufrágios, alguns peixinhos e uma rara e ovacionada moréia.
Mais um passeio: o Screamer! Um barco que faz cavalos-de-pau, giros e paradas bruscas no mar. Esse foi muito divertido. A lancha cortava as ondas, balançava, molhava todo mundo e ainda dávamos uns gritinhos para fazer jus ao nome da atração.
Algumas dicas para aproveitar melhor o passeio: use um protetor com fator mínimo 15 (o ventinho dá uma sensação de que não está queimando e você só descobre o resultado depois); dê uma de “farofa” e vá a um supermercado comprar um isopor e um estoque de bebidas e salgadinhos para os dias na praia. Para comer, indico o restaurante Driftwood. Tem os melhores frutos do mar da ilha.
A ilha é segura e os locais garantem que você não precisa se preocupar com pertences e dinheiro. Não é à toa que o slogan arubiano é “One Happy Island” (Uma ilha feliz)!