Ipojuca, no entanto, ainda conserva recantos pouco explorados (e tão lindos, quanto suas duas praias mais famosas). Ponta de Serrambi, ou, simplesmente, Serrambi, é um desses paraísos que merecem ser visitados. É quase uma vila de pescadores a 12 km de Porto de Galinhas e, mesmo tão perto do agito da badalada vizinha, só o que se ouve é o barulho do mar e o soprar do vento (aliás, venta muito por lá).
A lei das areias de Serrambi, quase desérticas, é o sossego. Nada de ambulantes perambulando entre as cadeiras de praia ou vendedor de picolé anunciando os sabores dos seus gelados. O lugar combina com quem gosta de tirar um cochilo na cadeira de praia ou com quem está precisando relaxar em um banho nas piscinas naturais, formadas pelos arrecifes de corais, um dos principais charmes do lugar.
A parte mais bonita da praia é, exatamente, a tal da ponta de Serrambi – um pedaço de terra que avança em direção ao mar. De lá, para onde quer que se olhe, só se vê água. São 270 metros de praia de cada lado. Do lado esquerdo, há um recife coralíneo, com piscinas naturais, ideal para relaxar. Do lado direito, uma enseada tranquila, perfeita para esportes náuticos. É como estar em uma praia planejada, onde toda manhã o visitante pensa no que quer fazer e escolhe para que lado seguir.
Praia privativa
Sem a badalação dos muitos hotéis de Muro Alto, ou o vai e vem de buggies de Porto, os hóspedes do Serrambi Resort têm a praia quase como privativa. “Nunca tive a intenção de entrar para o ramo hoteleiro, mas quando vi esse lugar fiquei encantado e me obriguei a fazer algo. Então, aconteceu o contrário do que se está acostumado a ver: eu não era um empreendedor procurando um lugar para investir. Foi o lugar que me escolheu”, conta o simpático Homero Lacerda, proprietário do hotel.
O resort, com 30 mil metros quadrados, 400 coqueiros e 70% de área verde, fica dentro de um gigante condomínio, com 500 casas. O lugar é uma espécie de associação, com controle de entrada e saída, mas é tão grande que mais parece um bairro bem sossegado.
Para explorar o que de melhor há em Serrambi, o resort – que oferece 149 apartamentos e duas gigantescas piscinas – conta com um setor náutico bem equipado (com lanchas, jet ski, windsurfs e caiaques), que inclui desde voltinhas de lanchas ou aulas de windsurf a mergulhos profissionais. Dá para descer 33 metros de profundidade, mesmo estando a somente 12 km da costa. Para quem nunca se aventurou nas profundezas, é possível fazer o batismo que custa R$ 120. Já quem tem um pouco de experiência, pode fazer cursos mais específicos, que variam de R$ 600 a R$ 900. Para incentivar a criação de corais e deixar mais interessantes os passeios no fundo do mar, o resort provocou o naufrágio de duas embarcações.
A jornalista viajou a convite do Serrambi Resort e operadora New Line.
Colunistas
Agenda
Animal


