Turismo

Minúscula, Valletta faz sucesso entre os europeus

Agência Estado
14/05/2009 03:03
Valletta é o ponto de partida de quem chega ao país. Por ali, no verão, aportam navios e iates que enchem as ruelas da cidade de turistas. Gente interessada em ver uma paisagem marcada por traços de diversos povos. No passado, a capital foi habitada por fenícios, romanos, árabes, gregos, franceses e britânicos. Uma mistura que rendeu paisagens interessantes. Para se ter uma ideia, igrejas em estilo romano são vistas perto de cabines telefônicas vermelhas, típicas da Inglaterra. O país da rainha Elizabeth, aliás, deixou uma marca mais profunda: a língua. Em todo o território se fala o legítimo inglês britânico, além do maltês.
O centro da capital é cheio de vida. Por ser uma região turística, há lojas, restaurantes e um punhado de construções históricas, como a Catedral de Saint John. O templo tem status de museu e foi inaugurado em 1577. Prepare-se para ver paredes forradas de madeira e ouro. No chão, mármore colorido com desenhos surpreendentes. Mas o destaque está em uma sala à parte, onde ficam duas obras-primas de Michelangelo Merisi de Caravaggio (1571-1610). Uma delas é o quadro “A Decapitação de São João Batista”, feito exclusivamente para os Cavaleiros de Saint John e o único assinado pelo artista. Reza a lenda que o pintor doou o quadro à catedral em troca de proteção. Caravaggio chegou a Malta depois de fugir de Roma por ter assassinado um homem.
É do alto do Upper Barrakka Gardens, um jardim montado no topo de um antigo forte, que se vê as cores mais vibrantes de Malta. O azul intenso do Mediterrâneo contrasta com o alaranjado das construções da ilha. Todo o país preserva essa mesma cor nas fachadas. A globigerina limestone, um tipo de pedra sabão abundante por lá, está presente desde sempre nas casas e prédios. Antigos canhões, arcos e fontes enfeitam cada cantinho do espaço erguido em 1661. Um lugar e tanto para apreciar o fim de tarde.
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Serviço
Informações no site www.visitmalta.com.