Quando pensava em Istambul, sempre me vinha à mente a ideia de uma cidade misteriosa e exótica. E a imagem que eu tinha da metrópole turca não estava muito longe da realidade. Cortada pelo estreito de Bósforo, a cidade é a única no mundo com uma porção europeia e outra asiática.
Empolgado em conhecê-la já no primeiro dia, sai rapidamente do navio, às 17 horas, para pegar o metrô (passagem: 1,5 lira turca). Meu destino seria o bairro de Sultanahmet, onde se encontram duas joias dessa cidade: a Basílica de Santa Sofia e a Mesquita Azul. Por fora, Santa Sofia (hoje, museu) não impressiona tanto com seus tons de terracota. Mas depois de pagar a entrada (17 liras turcas) e entrar em sua nave principal, o fôlego desaparece. Tudo é mega e fascinante: a altura da cúpula, os mosaicos, as colunas e os balcões. Sem falar, nos estupendos medalhões caligráficos, dourados e pendurados nas paredes. Recuperado o fôlego, era hora de conhecer a outra construção que compete em majestade. Com seus seis minaretes, a Mesquita Azul é internamente recoberta de azulejos e de silêncio. E quem chega para orar ou visitá-la, precisa tirar os sapatos.
Cumprida minha missão turística do dia, resolvi me perder um pouco pelo bairro histórico. Nas ruas, garotas de vestido decotado caminhavam ao lado de mulheres usando véus (na Turquia, é proibido usar burca), prova de que a ocidentalização deste país de maioria muçulmana é mais do que discurso político. No Nargilem Café (Sira Magazlar, 101), experimentei um típico chá de pêssego (4,42 liras turcas).
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