Para conhecer melhor essa e outras histórias que têm a metrópole alemã como protagonista, um programa obrigatório é passar algumas horas no Museu de História de Hamburgo (www.hamburgmuseum.de), instalado em um impressionante prédio de tijolos marrons escuros, como grande parte das edificações na cidade, e cuja torre se assemelha a um farol, reforçando a vocação náutica dessa parte da Alemanha, próxima ao Mar do Norte. Com projeto do arquiteto hamburguês Fritz Schumacher, o edifício foi construído entre 1914 e 1922, ano de sua inauguração. Em 1989, o museu, que foi seriamente avariado em sucessivos bombardeios durante a Segunda Guerra Mundial, ganhou uma de suas marcas registradas: o telhado de vidro que recobre o pátio interno das instalações.
A área hoje ocupada pelo museu tem história que data do século 17: entre 1617 e 1625, foi erguido no local o chamado Bastion Henricus, parte de uma fortificação construída pelo holandês Jan van Valckenborgh com o objetivo de proteger a cidade contra invasões e enchentes. Essa história, obviamente, é contada em detalhes numa das alas da instituição.
Explorando toda a turbulenta trajetória da cidade, desde seus primórdios medievais até os dias atuais, passando por momentos fundamentais na saga germânica, como a Reforma Protestante, o setor talvez mais emocionante do Museu de História de Hamburgo para americanos do Norte ou do Sul é, possivelmente, aquele dedicado à imigração. Mais precisamente à importância da região e de seu monumental porto no escoamento dos europeus que sonhavam com uma vida melhor no outro lado do Atlântico.
Na ala denominada Hamburgo: Cidade da Emigração, o visitante pode embarcar no convés de um navio cenográfico que balança como se estivesse em alto-mar; ver de perto a reconstituição das acomodações (bem pouco confortáveis), reservadas aos imigrantes; e assistir a um documentário sobre a importância de Hamburgo no processo de evasão populacional de diversas regiões europeias que partiam tanto para as Américas quanto rumo à Oceania (Austrália e Nova Zelândia).
Cartazes
Uma atração à parte são os cartazes, na verdade anúncios, que “vendiam” a América do Sul, o Brasil, como lugares ideais para imigração. Muitos desses pôsteres exibem o desenho dos diferentes navios, tento ao fundo a exuberante paisagem do Pão de Açúcar e da Baía da Guanabara como chamarizes para futuros colonizadores.
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