Compre guias. Indico dois com os quais fizemos bons achados na Big Apple: Guia de Nova York – Gaste Menos Veja Mais (Alta Books) e Nova York a Pé (Martins Fontes). Com o primeiro, fizemos altas refeições a preços incríveis. O hilário é que o primeiro restaurante em que sentamos foi num erro (não achamos o restaurante falado no guia), mas logo se transformou no nosso eleito da curta temporada, já que voltamos lá na última noite em NY. O Chili Thai é um tailandês bastante original, cujo almoço nos custou menos de seis dólares por pessoa, com direito a muita água para aplacar a pimenta. No jantar que falei, os pratos a la carte ficaram mais caros, mas tomamos duas taças de vinho tinto cada um e não saímos com a impressão de que deixamos as “córneas” no local. O ambiente é muito agradável, bem decorado, sem ser folclórico tampouco afetado. O serviço é bom e à noite as luzes são reduzidas, deixando o lugar superaconchegante.
PS: no dia seguinte, encontramos o outro restaurante, o do guia, que nos decepcionou. Era mais feio e mais caro.
Chili Thai – 9.a Avenida, 712, entre as ruas 48 e 49.
O melhor falafel da cidade fica num lugarzinho bem estranho, em Greenwich Village. É praticamente um beco, bem rústico. Só tem duas mesas com quatro bancões de madeira. Mas o entra-e-sai de gente é incrível e, quando você coloca as mãos naquela delícia de vegetais e nata que escorre pelos dedos – os guardanapos são feitos de um papel nada absorvente! –, vê que valeu a pena. A título de curiosidade, dê uma encarada nos árabes por detrás do balcão, desça um pouco os olhos e veja os recortes de algumas publicações, como The New York Times, que comentam (muito bem) a iguaria. Dica: se o tempo estiver bom, corra com seu falafel de U$ 2 e para o Washington Square Park, que fica pertinho.
Mamoun’s Falafel – rua MacDougal, 119.
Na China, faça como os chineses. Em Chinatown, os lugares para comer são bem suspeitos. Andamos bastante até chegar aoYi Mei, um restaurante de imigrantes das Ilhas Fiji, bem típico, bagunçado (cujas atendentes só falam chinês), mas com uma comida extremamente saborosa. Não saberia descrever todos os ingredientes, mas se pagava um único preço (US$ 5) e podia-se ter o prato completado por uma chinesa habilidosa que ia colocando as coisas que você apontava. Quando sentei para comer, me deparei com um prato colorido, cheio de legumes e com um peixe inteiro dentro. Se você for meio fresco para comida, pode andar mais algumas quadras e comer no bairro vizinho, a Little Italy.
Yi Mei – rua Division, 51.
Ficamos hospedados no Americana Inn, um hotel de bom padrão e com tarifas incrivelmente baixas. A grande vantagem é que este hotel fica a poucas quadras de locais imperdíveis de NY como o Empire States, MoMa, Times Square, Broadway, Central Park e, claro, a Macy’s a maior loja de departamentos do planeta! É uma hospedagem sem frescura, o banheiro fica no corredor (mas são poucos quartos por andar) e não há café da manhã. A vantagem disso é que o desjejum pode ser feito cada dia em um lugar. Domingo é um dia tradicional de brunch. Você acorda meio tarde, caminha um pouco e farta-se com uma refeição com ovos, bacon, batata, bagel etc.
Americana Inn Hotel – 69 West, Rua 38, entre as 5.a e 6.a Avenidas.
O problema de sair à noite em Nova York é escolher entre as milhares de opções. Se você gosta de explorar os bares, com certeza vai encontrar um. Por meio de um guia íamos a um show no Joe’s Pub (Rua Lafayette, 425). Não sei se é um lugar da moda, mas é pequeno e não deu para entrar porque não tínhamos reserva. Para não perder a corrida de táxi, demos uma volta pelo Greenwich Village e fomos parar em um bar um pouco mais underground, The Bitter End. Pagamos US$ 5 de entrada e vimos os showsde quatro bandas – eram cinco no total naquela noite. A surpresa é que o lugar é bem tradicional, surgiu em 1961 e, dizem, já abrigou shows de muitas lendas, como Bob Dylan. Ah, não se empolgue muito na cerveja. Uma long neck não sai por menos de US$ 5.
The Bitter End – Rua Bleecker, 147, entre as ruas Thompson e LaGuardia, site www.bitterend.com
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