Considerado um dos grandes feitos da arquitetura antiga, o subsolo da principal arena do Império Romano está sendo aberto ao público pela primeira vez. Soterradas desde o século V, as masmorras eram o local em que gladiadores e escravos se preparavam para os combates mortais e onde os animais (como leões e tigres) eram enjaulados.
O tour pelo subsolo do Coliseu começa pela Porta Libitina, também conhecida como “Portão da Morte”. Através dela, os corpos dos mortos em combate eram carregados para fora do anfiteatro. Dali, o turista percorre os corredores e as câmaras, onde os principais atores dos espetáculos aguardavam antes de entrar em cena. Os animais, por outro lado, eram levados à arena por elevadores (içados, é claro, por escravos).
Mirante
A outra área liberada à visitação fica no alto do Coliseu, chamada de terceira camada. A visita à parte da construção tinha sido proibida nos anos 70, pois a estrutura não oferecia segurança. Reformado, este pavimento, onde ficavam os toldos que faziam sombra para os espectadores, pode ser usado agora como mirante – um privilegiado local, inclusive, para se apreciar o Fórum Romano, que fica próximo do Coliseu.
Além de conhecimento sobre os bastidores das lutas, a abertura das novas áreas de visitação dará mais espaço aos turistas. Até agora, apenas 35% do Anfiteatro Flaviano, nome oficial do Coliseu, estava liberado aos turistas. De acordo com o Ministério da Cultura italiano, as masmorras estão em muito boas condições de conservação, ao contrário da maior parte das ruínas do sítio arqueológico, expostas durante anos à poluição e à presença de turistas.
Serviço:
Colunistas
Agenda
Animal


