Turismo

O lado mais cool da Bahia

Luciane Horcel
20/01/2011 02:04
Quem cruza a balsa também gosta das badalações noturnas, mas é bem mais seletivo: prefere os espaços mais refinados de sofisticados restaurantes e o rock clássico tocado nos bares na Rua Mucugê. Aliás, guarde bem esse nome. Com o slogan “A rua mais charmosa do Brasil”, o lugar não é só a alma da noite em Arraial, mas também a marca registrada da cidade. O point, que, aliás, tem uma semelhança incrível com a Rua das Pedras, em Búzios (RJ), simboliza bem o espírito dessa região baiana. Em qualquer restaurante, loja ou bar está um cidadão do mundo (argentinos, alemães, suíços e muitos brasileiros – paulistas, cariocas…). Gente que se apaixonou por Arraial, acabou ficando e resolveu abrir um negócio no Mucugê. Essa pluralidade é que faz de Arraial um lugar diferente, a terra do “eu já fui…”. Afi­nal, com quem quer que você converse, a história começa: “Eu já fui bancário, (engenheiro, professora…) depois vim pra cá e não quis mais ir embora”. Assim, o distrito é um retalho de culturas, sotaques e temperos.
Mas há coisas bem típicas: como a receptividade do povo e a beleza das praias. Por mais que seja até um pouco difícil achar um baiano no meio dessa quase torre de babel, o sorriso largo e o jeito carinhoso denunciam os verdadeiros nativos. A mesma coisa vale para as praias (quase todas com uma média de 2 km de extensão): a areia branca e os belos coqueiros não negam o solo baiano.
Entre as faixas de areia, as mais conhecidas são Pitinga e Parracho. A Praia do Parracho é ponto de encontro dos mais jovens, com windsurfe e luaus. Já Pitinga costuma agradar a qualquer visitante. As imensas falésias brancas e vermelhas e os altos coqueiros compõem a paisagem da praia com 2,5 km de extensão. Para os banhistas de plantão, as ondas não são muito calmas, mas o mar não chega a ser perigoso.
Outra dica é aproveitar as cabanas de praia. Com um atendimento diferenciado, a Barra­ca do Faria merece destaque. Lá, depois de bater um papo com a simpática Léo, a proprietária que trocou Minas por Arraial, vale provar os salgados crocantes (R$ 4,50) – o de camarão e o de mussarela com orégano são de babar. Também não deixe de experimentar pratos como o Ybá Piti, com camarão e creme de abóbora (R$ 29,50). Para acompanhar, uma “caipi” (caipirinha) de melancia com gengibre pode ser uma boa, sai por R$ 7.
Parapente
Pitinga também deve ser o destino dos adeptos de salto de parapente. O passeio – com duração de 20 minutos – custa R$ 150 por pessoa. Para quem não gosta de fortes emoções, é possível caminhar até outras praias, como a do Taipe – são 4 km da Pitinga, andando ou de carro pela estrada antiga Arraial-Trancoso (cerca de 16 km, mais da metade sem calçamento). É uma praia mais reservada, com ondas mais fortes, sem formação de arrecifes e apenas uma cabana de praia. Outra opção é o Rio da Barra, com praia, rio e natureza exuberantes. Por lá, passeios de caiaque pelo rio e caminhadas para apreciar o manguezal preservado.
Serviço:
A jornalista viajou a convite da Comissão de Turismo de Arraial d’Ajuda.