Num domingo de manhã, vale a pena um passeio até Usaquén, zona mais retirada onde é realizado o “mercado de pulgas”, uma versão bogotana da Feira da Ordem, em Curitiba, onde pode-se comprar artesanato e roupas, ou somente passear, e comer comida típica. Neste dia e também nos feriados, o já caótico trânsito fica um pouco pior, por conta da “ciclovia” – várias ruas da cidade são fechadas apenas para a passagem de bicicletas, até que o sol se ponha.
Mas há como tentar fugir do “trancón”, o engarrafamento, e ainda sentir-se em casa. Quem conhece a capital paranaense não terá dificuldades em reconhecer o sistema de transporte coletivo que é hoje motivo de orgulho para os colombianos. O expresso que aqui deu origem ao biarticulado, e exportado para Bogotá, foi lá apelidado de “Transmilenio” – com os mesmos ônibus que circulam em Curitiba. O problema é que as semelhanças são muitas: estações e coletivos por lá também estão o tempo todo abarrotados de gente (parece que exportamos isso também).
Com mais tempo, vale uma visita ao mercado de Paloquemao, espécie de Mercado Municipal em proporções gigantescas, com toda a diversidade do que se come naquele país, e também uma vasta oferta de flores (a Colômbia é o segundo maior exportador mundial de flores, atrás apenas da Holanda).
À noite, a chamada Zona T, com seus bares e casas noturnas colados um ao outro, é ótima pedida para quem quiser experimentar os ritmos caribenhos. “Colômbia: o perigo é que você queira ficar”, diz o polêmico slogan da Proexport, agência de promoção internacional do país. Depois da visita, fica difícil discordar.
O jornalista viajou a convite da Avianca e da OceanAir.
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