região do porto, o Speicherstadt, um dos mais reconhecíveis ícones
arquitetônicos da cidade. Trata-se de um quarteirão belíssimo – que nada tem
a ver com o que visitantes esperam de um grande porto internacional.
torres, se sucedem por uma extensa área. No interior dessas edificações, são
armazenadas mercadorias diversas que, desde o Século 19, iam de café e chá a
produtos ainda mais exóticos e valiosos como cacau, tabaco e temperos. O
turista também vai encontrar no Speicherstadt, que conta com 350 mil metros
quadrados, o maior depósito de tapetes orientais do mundo
Mundo”. Não é um exagero: é o terceiro maior da Europa, perdendo apenas para
o de Rotterdam (Holanda) e o de Antuérpia (Bélgica). Mas, sobretudo, foi
determinante na construção da identidade que a cidade tem de si mesma e da
imagem vende para o resto do planeta.
fundado em 1189, por Frederick I, do Sacro Império Romano-Germânico, por
conta de sua localização estratégica e privilegiada. Logo se transformou na
principal instalação do gênero dentro dos limites da Europa Central e, em
plena Idade Média, possibilitou o florecimento de uma abastada burguesia.
Tanto que Hamburgo jamais foi uma cidade de perfil aristocrata, com a
nobreza no comando. Foi, é e, pelo jeito, sempre será um grande centro
comercial. Entre os séculos 13 e 17 foi, ao lado de Lübeck (também na
Alemanha), a principal cidade da Liga Hanseática, aliança que envolvia
grandes centros comerciais e guildas (espécie de sindicatos) do norte da
Europa.
comercial da Alemanha, também era local de chegada e partida de navios
transatlânticos de passageiros. E um dos principais pontos de saída de
emigrantes europeus para o Novo Mundo.


