Turismo

Pechinchas de low cost nem sempre são vantajosas

Luciane Horcel
26/08/2010 03:07
Bagagem
Em geral, o passageiro desembolsa valor idêntico ao pago pelo voo – algumas vezes, até mais alto – por peça despachada no embarque. A solução para economizar é esquecer as bagagens grandes e tentar espremer os pertences em uma mala de mão, cujo tamanho, inclusive, é limitadíssimo. Para ser aceita numa cabine, as dimensões máximas de­­vem ser de aproximadamente 56x45x25 centímetros. Quanto ao peso, não há limite estabelecido, mas o passageiro precisa conseguir colocar o volume no compartimento de bagagem acima das poltronas sem necessitar de ajuda. Algumas low cost ainda permitem levar uma bolsa isenta de taxas.
Taxas
Antes de se deixar levar pelos preços tentadores das low cost, preste atenção se o valor anunciado é, realmente, o final que irá pagar. Taxas, impostos e outros encargos geralmente ficam fora das letras garrafais dos outdoors, panfletos e outras propagandas escandalosas.
Aeroportos
Outro grande alerta para quem pretende pagar baratinho a passagem é ficar atento às paradas previstas na rota do voo. Não é nada agradável aterrissar num aeroporto que fica a 100 km de distância do destino e só ficar sabendo disso quando já se está em solos estranhos. Dependendo do lugar, o táxi ou aluguel de um carro para chegar ao hotel reservado acabam saindo muito mais caro do que se o turista tivesse optado por uma companhia aérea tradicional.
Serviços espartanos
O pouso em cidades mais distantes é só uma das manobras das companhias para que a passagem chegue à mão do consumidor com alguns descontos consideráveis. Aliás, com o intuito de melhorar o preço tudo é muito bem pensado: ao solicitar que os passageiros façam o check-in, eles diminuem a quantidade de funcionários necessários nos balcões de atendimento. Ofe­­recer barras de cereais, ao invés de refeições quentes, reduz os custos logísticos com serviços terceirizados de catering e o peso em voo, minimizando o consumo de combustível. Solicitar que os passageiros joguem o lixo gerado antes da aterrissagem evita os custos com limpeza e antecipa a próxima decolagem, abreviando o tempo em solo.
Viagem em pé
Companhias low cost já estudam a possibilidade de transportar passageiros em pé, du­­rante as viagens de avião. A China Airlines Primavera e a irlandesa Ryanair já anunciaram a intenção na fabricação de aeronaves especiais, para que os viajantes tenham cinto de segurança atado à cintura, mesmo estando em pé. De acordo com o porta-voz da companhia China Airlines, Zhang Wuan, tanto os bancos como a distância entre eles seria reduzida, de modo a que o avião tenha capacidade de transportar até 40% de passageiros a mais. A empresa calcula uma redução de custos de 20%, que poderia resultar em diminuição da tarifa. Segundo o diretor de Comunicações da Ryanair, Stephen McNamara, a ideia reduziria ainda mais as tarifas aéreas e ofereceria mais opções aos consumidores.