Há diversos fatores que influenciam na variação do valor da diária dos hotéis. Uma dica é ficar atento às mudanças econômicas e ocorrência de catástrofes naturais para avaliar para onde compensa viajar. Para os brasileiros, por exemplo, a África do Sul passou a ser o destino internacional mais barato, com diária na faixa de R$ 161. O valor caiu após o ajuste tarifário pós-Copa do Mundo, período no qual os preços subiram.
O Japão e os Emirados Árabes são outros destinos com tarifas atraentes. No Japão, a tsunami do início do ano fez o preço médio da hotelaria cair cerca de 27% e chegar à média de R$ 225 a diária. Nos Emirados, os protestos da chamada ‘Primavera Árabe” e o aumento na oferta de quartos deixaram as tarifas baixas. O preço médio caiu de R$ 367 para R$ 310. Os Estados Unidos, um dos lugares mais procurados pelos brasileiros na temporada do dólar baixo, a diária ficou em R$ 246. As vagas mais caras são as da Suíça, cerca de R$ 402.
O levantamento da variação das diárias hoteleiras faz parte da oitava edição da pesquisa Hotel Price Índex ( HPI – Índice de Preços de Hotéis, na tradução para o português), feita em 28 países pelo site Hotéis.com. Foram comparados preços pagos por turistas brasileiros no primeiro semestre de 2010 com o mesmo período deste ano. Em todo mundo, o reajuste médio das tarifas foi de 3%.
No Brasil, as diárias em Fortaleza (R$ 180) e Recife (R$ 200) chegaram próximas às de Foz do Iguaçu e continuam bem mais em conta que a hotelaria carioca. No Rio de Janeiro, o preço médio é de R$ 328.
Para o turista, a diversidade de preços e tipos de hotéis é um bom negócio, desde que haja planejamento e tempo para fazer pesquisas visando a adequar os valores ao orçamento pessoal. Mesmo na época de alta temporada, as reservas feitas com pelo menos seis meses de antecedência podem garantir uma hospedagem mais em conta.
O perfil dos destinos também pode ser fator determinante na variação dos preços. O turismo de negócios, por exemplo, puxa os valores para cima. “Quem trabalha com o turismo corporativo, como em São Paulo e Rio de Janeiro, cobra um pouco mais caro tanto na tarifa aérea quanto no hotel”, diz o presidente da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH), Enrico Torquato.
Por outro lado, destinos de turismo de lazer, como Foz do Iguaçu, tendem a apresentar tarifas mais em conta. Isso porque, antes de viajar, o turista costuma programar-se com antecedência e consegue preços bons, ao contrário de quem precisa se deslocar de um dia para o outro.
Terceiro parque hoteleiro do Brasil, Foz do Iguaçu tem quase 22 mil leitos distribuídos em 151 estabelecimentos, entre hotéis, pousadas e hostels. Esta característica é outro fator que contribui para a redução no preço médio das tarifas, diz o presidente do Sindicato de Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares (Sindhotéis), Carlos Silva.
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