Distante aproximadamente 200 quilômetros da fronteira com o Brasil e a 130 quilômetros da capital Montevidéu, Punta del Este é conhecida por ser freqüentada por artistas e milionários de vários países. É para lá que ruma (ou rumava), a aristocracia argentina, tradicional proprietários daquelas paragens. De uns tempos para cá, também é o local de brasileiros cujas contas bancárias têm cifras a perder de vista. Vão para se juntarem aos europeus superabastados e famosos.
Mas os guardas-sóis só são fincados nesse território nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro, quando, graças ao calor, as praias se tornam freqüentáveis. Sim, pois a água é muito fria e o vento, que é constante, mais ainda. O agito começa à partir das 16 horas e vai madrugada adentro. Os visitantes caem na farra todas as noites. E, depois, dormem até o começo da tarde.
A península de Punta tem cerca de 40 quilômetros de praias. Uma parte delas fica à beira do Rio da Prata, como a Praia Mansa, quase sem ondas e boa para esportes náuticos. Do outro lado, é o Atlântico, com ondas que conquistaram os surfistas, freqüentadores da Praia Brava. E é nas areias da Praia Brava que está um monumento de concreto (os dedos de uma mão) que parece emergir do solo. É conhecido como a Mão do Afogado e marca o encontro do rio com o mar.
À noite, o movimento do balneário se concentra em torno dos restaurantes e barzinhos da área do porto e em La Barra, antiga vila de pescadores que parece não adormecer nunca.
Além das praias, os destaques de Punta del Este são a gastronomia, com grande quantidade e variedade de restaurantes, nas quais a parrillada (churrasco à moda uruguaia, com carne e vísceras de animais grelhadas de maneira típica) pode ser saboreada, além de cassinos e lojas de griffes famosas. Porém, nem tudo está aberto fora da temporada.
Um símbolo da cidade
Amigo de Vinicius de Morais e de Picasso, entre outros, o artista plástico e escultor uruguaio Carlos Páez Vilaró criou a Caspueblo, um dos símbolos de Punta del Este. O palacete branco serve de casa, museu, restaurante, bar e hotel, pendurado à beira de um penhasco de 50 metros no bairro de Punta Balleno. É uma verdadeira escultura habitável. Suas formas arquitetônicas indefinidas são resultados de uma formidável mistura de estilos.
Mesmo para quem não vai se hospedar vale a pena o passeio.
A idéia inicial do escultor era construir seu ateliê em um local tranqüilo, nos anos 50. Mas a casa foi crescendo, tomou corpo e hoje, além de contar com o estúdio do artista (que está com 84 anos e ainda trabalhando), se tornou um dos resorts mais peculiares da América Latina.
Quem tem a oportunidade de visitar a Casapueblo, no fim do dia, pode assistir a uma bonita cerimônia do pôr-do-sol. Quando o sol começa a se pôr, um poema gravado pelo próprio Vilaró comanda o ritual, que é aplaudido no fim.
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A jornalista viajou a convite do Mantra Resort, Spa& Casino e da Pluna.
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