Turismo
Visitar o litoral também está no roteiro de quem vai ao Uruguai. A glamourosa Punta del Este está a 140 km de Montevidéu. Sua arquitetura arrojada aparece em passeios por Punta Ballena, La Barra, avenida Gorlero e Praia Brava – onde está o monumento La Mano, do artista chileno Mario Irarrazabal, cartão-postal da cidade.
Já na Argentina, a escolha pode recair sobre Mendoza. Moderna e arborizada, é nessa região, na fronteira com o Chile e aos pés do Aconcágua, que estão as bodegas, ou as vinícolas de uvas premiadas, com degustação de vinhos. Em muitas bodegas há serviço de restaurante ou mesmo de pernoite. O passeio ao Aconcágua pode ser feito sem equipamentos especiais, mas pela sua altitude – 6.959 metros – aconselha-se aclimatação antes da empreitada. O serviço de turismo local dá todas as orientações.
Capital do Equador, Quito foi considerada o primeiro patrimônio cultural da Humanidade, pela Unesco. Em 2011, é também a Capital Americana da Cultura. Conheça monumentos como a Catedral Metropolitana e a Iglesia della Compañia de Jesus, além do Parque Mitad del Mundo – onde é possível estar sobre os dois hemisférios da Terra –, o Parque El Itchimbía, para vista panorâmica da cidade; e a La Rodan, rua exclusiva para pedestres com galerias de arte, cafés e restaurantes.
Em Cusco, no Peru, também um patrimônio cultural da humanidade, o viajante chega à antiga capital do império inca. Muitas são suas atrações, como o complexo arqueológico de Sacsayhuamán, no alto de uma montanha, a dez minutos do centro da cidade, ou o casario em estilo barroco e renascentista da colonização espanhola, na Praça das Armas – onde também estão restaurantes, lojas e cafés.
A altitude continua na cidade de La Paz, a 3.650 metros acima do nível do mar. De geografia acidentada, a cidade convida para uma boa caminhada pela Plaza Murillo, onde estão o palácio legislativo, a catedral e o calçadão Calle del Comercio. O Mercado das Bruxas dá um panorama da cultura regional, das malhas coloridas aos produtos místicos, como as cabeças de lhama. A 10 km da capital, o Valle de La Luna tem formações rochosas que parecem a superfície lunar. Visite também Tiwanaku, às margens do Lago Titicaca. Esse, o maior lago navegável do mundo, onde está a Isla del Sol, segundo a lenda, berço da civilização inca.
Na capital da Colômbia, Bogotá, é possível andar com segurança pelas ruas. Na Zona Rosa é onde se concentram hotéis, restaurantes e a vida noturna. A região conhecida como La Candelaria fica no centro antigo, com a Plaza Bolivar – sede dos poderes do governo e da Catedral – e o Museu do Ouro, com mais de quatro mil peças de escavações arqueológicas. Vale uma visita ao Cerro Monserrate, para avistar a cidade, inclusive à noite. A 50 km de Bogotá fica Zipaquirá, onde está a Catedral de Sal, considerada a primeira maravilha do país.
Em Assunção, capital do Paraguai, o turista encontra mais do que os conhecidos eletrônicos de Ciudad del Este, na divisa com Foz do Iguaçu. É possível andar pela cidade e conhecer sua história em espaços culturais como a Casa da Independência, de 1772; a Casa da Cultura; a Casa Viola e o próprio Palácio do Governo, que possui a Manzana de La Riviera, com visitação à galeria de arte e biblioteca.
Neve em julho é boa razão para viajar
As férias de julho são uma oportunidade especial para quem opta por conhecer a América do Sul pela prática de esqui. Entre os principais destinos estão as tradicionais pistas de Bariloche e Las Leñas, na Argentina; e Valle Nevado, Termas de Chillán e Pucón, no Chile.
Em Bariloche, as pistas de esqui não são as únicas opções de lazer. Apesar de possuir a maior estação da América do Sul – Cerro Catedral, com 53 pistas – há muito mais a se fazer em San Carlos de Bariloche, na província de Rio Negro, 1.638 km ao sul de Buenos Aires. Lojas, museus, cafés, além de passeios como ao Lago Nahuel Huapi e tours de jipe pelas encostas nevadas ocupam o visitante. Também é possível praticar snowboard, quadriciclos, motos de neve e trenós. Depois de tudo, reabasteça energias nas chocolaterias.
Las Leñas é para iniciados. As pistas têm traçados mais difíceis, além da “neve em pó”, que permite maior velocidade e controle ao esportista. A cidade, a 1.200 de Buenos Aires, oferece ainda cassinos, salões de jogos e danceterias. É a única estação com descida noturna pelas pistas, inclusive para as crianças.
No Chile, o resort Valle Nevado foi construído no meio da Cordilheira dos Andes, a 60 km da capital, Santiago. Dependendo das condições climáticas, é possível apenas passar o dia no Valle. As 35 pistas são altas – a mais baixa fica a 2.800 km de altitude – e também são para os mais experientes. Para aqueles que apreciam o snowboard, o Snow Park tem rampas, obstáculos e corrimões para as manobras.
Já em Termas de Chillán, 489 km de Santiago, está a mais extensa pista da América do Sul, com 12 quilômetros, Las Tres Marias. É possível fazer descidas de trenó, puxado pelos Malamutes do Alasca – 35% cão e 65% lobo, dóceis e adoráveis; ou as caminhadas com raquete. Um programa diferente? Experimente as piscinas termais, com águas a 38ºC, que brotam perto do vulcão Chillan.
Para curtir o snowboard, siga para Pucón. Ali a descida é na encosta do vulcão Villarrica. Além da neve, a cidade também oferece piscinas termais.
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