Turismo

Travessia e compras no canal

Panamá - Luciana Romagnolli
15/01/2009 02:04
Em época de alta do dólar, as vantagens de um brasileiro gastar o seu dinheiro na zona franca do Panamá ficam prejudicadas, já que a moeda americana é a oficial dos panamenhos. Mesmo assim, há boas oportunidades de economizar, comprando produtos eletrônicos, perfumes ou roupas. São duas as mecas, atraentes para carteiras mais ou menos volumosas. O shopping Multi Plaza, especializado em peças de grifes como Diesel, Guess, Calvin Klein, Hugo Boss e Oscar de La Renta. E o Albrook, de apelo mais popular, onde se encontram de eletroeletrônicos a lojas de departamento com itens de vestuário a partir de U$ 1,99 – e descontos para quem apresenta seu passaporte.
A praça de alimentação do Albrook, ocupada por redes americanas como McDonald’s, Kentucky Fried Chicken/Pizza Hut e Haagen-Daz, assim como o uso da mesma moeda, dão pistas de que o domínio norte-americano no Canal do Panamá até 1999 deixou marcas profundas na cultura do país, o mais ao sul da América Central Continental.
O contraponto à cidade moderna, que se gaba de seus edifícios prestes a alcançar os 90 andares, situados à margem do Oceano Pacífico, é visto em La Vieja, onde sobrevivem as ruínas arquitetônicas do Conjunto Monumental Histórico da primeira cidade fundada pelos espanhóis na costa americana do pacífico, em 1519. As ruas cobertas de pedras conduzem a igrejas e conventos antigos, como as Ruínas da Catedral, um símbolo da cidade, terminado em 1626, e o Convento de Santo Domingo, de 1571, uma das construções menos afetadas pelo tempo. É uma área charmosa, embora o que reste sejam destroços da destruição causada pelo pirata Henry Morgan, em 1671.