Turismo em indústria pode parecer não ser uma alternativa muito atraente. Mas nos Campos Gerais, o Convention & Visitors Bureau de Ponta Grossa, juntamente com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) do Paraná e a operadora Rutas Turismo, aposta nesse segmento de mercado, pioneiro no estado. A intenção é trazer mais turistas e aumentar o período de permanência na cidade e região. Agentes de turismo de Curitiba visitaram as empresas de Ponta Grossa e tiveram uma idéia do que será oferecido ao público-alvo do projeto.
O objetivo é que os agentes de turismo que participaram da visita conheçam e saibam como e para quem vender os pacotes para esse novo segmento do turismo no Paraná, direcionado inicialmente para estudantes e profissionais do meio industrial. Segundo o diretor executivo do Convention & Visitors Bureau de Ponta Grossa, Eros de Freitas, esse mercado é muito abrangente e pode atrair até sete mil turistas por ano. Para ele, o turismo de negócios movimenta significativamente a economia da cidade. “A idéia é que o turista não fique limitado ao Parque de Vila Velha, ou só aos negócios, mas que além de desfrutar de opções variadas, fique mais de um dia na cidade”, comenta.
O Famtour (Visita de Familarização) começou nas empresas de Ponta Grossa, passou pela cidade de Castro e terminou em Tibagi, em uma pousada no Cânion Guartelá. As empresas ponta-grossenses Femsa Brasil (Cervejaria Kaiser), Beaulieu do Brasil (Indústrias de Carpetes Ltda), Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), AP Winner (Produtos Químicos), Fundição Hübner e Concessionária Rodonorte são parceiras no roteiro. Nas visitas técnicas, o turista saberá um pouco da história e do funcionamento da empresa, além da importância econômica no cenário local e nacional.
Nadia Terumi Joboji, gestora de turismo do Sebrae no Paraná, acredita que o turismo industrial feito em grandes cidades tem como dificuldade a distância de uma empresa para outra, enquanto em Ponta Grossa a proximidade dinamiza o passeio. A proprietária de uma agência de turismo de Curitiba, Ivete Fagundes, comenta que visitas a indústrias despertam a curiosidade de outros públicos como o da terceira idade e escolas de capital, por exemplo. “Público tem. É um incremento aos outros pontos turísticos da cidade, mas seria necessário que as empresas também recebessem os turistas em finais de semana. Engloba o turismo industrial com o que a cidade tem para oferecer”, avalia Ivete.
Ponta Grossa tem potencial turístico para outros roteiros, além do industrial, que podem manter o turista por vários dias na cidade. Mas a proposta de estender a outros municípios da região faz o passeio ainda mais interessante e visa a permanência do turista em até uma semana nos Campos Gerais.
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