Ao escolher um destino turístico para passar férias, sempre procuro um lugar inusitado. É muito bom sair de casa com aquela sensação do desconhecido, sabendo que irei vivenciar uma cultura completamente diferente, onde nada soa familiar, muito menos a língua. Dessa vez, o destino escolhido foi a Cróacia.
A Croácia fazia parte da antiga república da Iugoslávia e conseguiu sua independência em 1991. Com o fim da guerra, começou o trabalho de reconstrução, entre 1995 e 1999. A língua falada é o Croata e a moeda corrente é a Kuna.
A primeira parada da viagem foi na cidade de Dubrovnik, situada na região da Dalmácia (sul da Croácia). A principal atração do local são as muralhas que cercam toda a cidade velha, em contraste com a inebriante cor do mar Adriático.
Dubrovnik é considerada patrimônio da humanidade pela Unesco, pois além da sua arquitetura medieval e barroca, possui diversos monumentos históricos que sobreviveram bravamente a inúmeros bombardeios ao longo de sua história.
A cidade é dividida ao meio pela Placa, principal praça da cidade, e cercada por ruas estreitas, repletas de bares, restaurantes e lojas. Dali também pode-se espreitar um lado pitoresco da cidade: as residências de seus moradores, que vivem em pequenos espaços que foram sendo ocupados com o término da última guerra entre sérvios e croatas.
Outra boa idéia é caminhar ao longo das muralhas admirando as casas e suas telhas terracota, que foram reconstruídas após os bombardeios dessa última guerra e que tanto o governo Croata quanto a Unesco se esmeraram em manter o mais original possível. Se o turista tiver sorte, também há a oportunidade de assistir aos concertos que acontecem, principalmente nessa época de verão, nas igrejas do centro da cidade velha.
De Dubrovnik viajei até Split, porta de entrada para as ilhas da região sul. Foram cinco horas de ônibus, observando os enormes penhascos e o verde do mar, característicos dessa região. Split, além de encantar por seus bulevares, oferece ao visitante sua rica gastronomia mediterrânea que pode ser apreciada em uma pequena Konoba (tavernas que passam quase despercebidas pelos turistas e levam esse nome por serem feitas de pedra e madeira). Para quem gosta de história, é ali que se encontram as ruínas do palácio de Dioclesiano, que começou a ser construído no início do século 3.
A região sul da Croácia é composta por muitas ilhas, mas poucas habitadas. Para conhecer melhor essa parte, peguei um barco para Hvar, uma das principais ilhas da região da Dalmácia, simplesmente encantadora. É ali onde os europeus costumam passar sua temporada de verão. De Hvar você também tem a oportunidade de conhecer algumas ilhas próximas como Vis, Korcula e Ilha de Brac, onde fica a praia de Bol, considerada a mais bela praia da Croácia.
Antes de retornar ao Brasil, parei em Zagreb, capital do país. Vale a pena conhecê-la. Pois além de ser considerada um centro universitário e de negócios, a cidade respira arte, cultura e entretenimento. Zagreb oferece muitos mercados ao ar livre, parques e variado comércio.
É por essas e outras coisas que a Croácia é um destino maravilhoso, e não pensarei duas vezes em carimbar o passaporte para uma nova visita.
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