Animais na mala de viagem? É quase isso. Tem gente que gosta tanto de seus bichinhos de estimação que nem pensa em deixá-los aos cuidados de clínicas ou hotéis especializados durante a temporada de férias. Mesmo que levá-los junto signifique uma super mão-de-obra! De avião, ônibus ou carro, há sempre algum dinheiro a gastar e exigências a atender. O ideal é saber quais são os gastos e as exigências com bastante antecedência, para que dê tempo de providenciá-los.
As leis que regulamentam a entrada do bichinho em outros países são diversas, mas independentemente disso, antes de sair do Brasil, é preciso ter em mãos documentos que comprovem que o animal está bem de saúde. Ao viajar para o exterior, é necessário apresentar o Certificado Zoosanitário Internacional (CZI), emitido pelo Ministério da Agricultura, que tem validade de oito dias – apenas para um sentido da viagem.
Quando a viagem é interna, um dos documentos imprescindíveis é a Guia de Trânsito Animal (GTA), emitida por médicos credenciados pela Secretaria de Agricultura de cada estado ou nas delegacias regionais do órgão. No primeiro caso, a guia pode variar bastante de preço; no segundo, ficará de graça.
Tanto nas viagens internas como internacionais, é preciso apresentar ainda um atestado de saúde, fornecido pelo veterinário no máximo três dias antes da emissão da GTA ou da CZI, e do comprovante da vacina anti-rábica, para animais com mais de quatro meses, tendo o nome do laboratório produtor e o número de partida da vacina, que deve ser aplicada no período mínimo de 30 dias e máximo de um ano. A GTA é obrigatória tanto para as viagens de avião quanto para as de ônibus.
Com as bagagens
Ao embarcar no avião, o bichinho de estimação talvez fique longe de seu dono. Em algumas companhias, ele pode ir na cabine se couber em uma caixa de transporte de 41cm x 36cm x 33cm. Na Air France, se tiver até 5 quilos e estiver alojado na caixa, fica com o dono. Em outras situações, ele irá no compartimento de carga, junto com as bagagens. Por isso, deverá estar dentro de uma caixa própria para esse tipo de transporte, com espaço suficiente para que possa dar uma volta de 360°. Essas caixas são vendidas nos petshops.
No ato da reserva das passagens, os donos dos animais devem comunicar à companhia aérea a raça de seu amiguinho, o tamanho e o peso da caixa de transporte, mas a confirmação de embarque sairá cerca de 48 horas depois, dependendo da lotação de animais no vôo escolhido.
Todas as empresas aéreas cobram taxas de embarque, embora elas variem bastante. Se a viagem é de ônibus, os bichinhos não devem ser transportados no bagageiro. Nas mesmas caixas de transporte, eles vão junto com seu dono, desde que a empresa permita. Ela deve ser consultada com antecedência. .
Quando os donos querem viajar de carro e levar seus animais, as regras são menos rígidas e os gastos, menores. Mas para entrar em outros países, a documentação de saúde do animal e a GTA também são exigidas. Dentro do país, embora não exista nada específico às viagens no Código de Trânsito Brasileiro, o Detran recomenda que os bichinhos sejam levados nas caixas de transporte e esta, presa ao cinto de segurança – medida sugerida para o transporte dos animais até mesmo na cidade.
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