Comportamento

18 a 25 anos

Adriano Justino
26/08/2007 23:27


As casas noturnas atraem os mais jovens
O que fazem e onde costumam ir?
Gostam de sair para dançar e ouvir boa música. Curitiba tem alternativas para quase todos os estilos. Quem gosta de música eletrônica, country e pagode parece estar satisfeito com a cena local, mas os fãs de rock alternativo e black music reclamam da falta de opção.
Sair para tomar uma cervejinha com os amigos também faz parte da programação. Taco El Pancho, Sheridans, Santa Marta, Babilônia e Casa di Bel são alguns bares citados pelos entrevistados. Alice Bar, Dona Cotinha, Era Só o Que Faltava e Aoca para quem curte música brasileira; Korova e Porão para quem acompanha a cena local.


Alguns programas – como o cinema – são evitados no sábado por causa do grande movimento e das filas
Pior programa
Ficar em casa assistindo televisão – em especial os programas humorísticos da tevê aberta.
O que os impede de sair mais?
A falta de dinheiro é umas das maiores reclamações. “Não saio mais do que duas vezes por semana para não comprometer o meu orçamento”, conta o publicitário Bruno Barros, de 22 anos.
A falta de opção também é citada. A estudante Ana Carolina Abdulmassih, 21, gosta de black music e hip hop, mas diz que não existem bons espaços desse gênero na cidade.
O quesito transporte é o que mais impede o estudante Fábio Pupo, 19 anos, de sair de casa. “Depender de carona é muito incômodo.”
Quanto gastam numa noitada?
De R$ 20 a R$ 30. A maioria dos jovens entrevistados trabalha há pouco tempo ou ainda está estudando.


Os restaurantes são os preferidos de casais
Em grupo ou sozinho?
Dificilmente saem sozinhos.
Onde não vão de jeito nenhum?
A maioria se recusa a freqüentar locais que não combinam com o seu estilo. A publicitária Mariana Gevaerd, 21 anos, adora MPB e por isso não gosta de freqüentar casas noturnas que só tocam música eletrônica. Já os estudantes Ana Carolina e Fábio fogem de pagode e Bruno evita lotação.
O que falta?
Espaços mais democráticos e que toquem outros gêneros musicais. O publicitário Bruno Barros, por exemplo, gostaria de encontrar mais bares dispostos a apresentar as bandas locais. Já Fábio Pupo acredita que faltam lugares que fiquem abertos a noite inteira.