Você separa o lixo? Deixa o carro em casa de vez em quando para diminuir os níveis de poluição da cidade? Reduz o tempo de banho para economizar a água do planeta? Se não faz nada disso ou só algumas dessas coisas pode ser daquelas pessoas que têm a falsa impressão de que suas ações não alteram o fim dessa conta. Faz parte de uma legião de cidadãos comuns. Não é nenhum ambientalista, mas também não acha que seu comportamento vá dar fim ao planeta.
O empresário Osvaldo Andrioli, 63 anos, está um pouco acima desta linha. Ele cuida da conta de luz em casa, consome produtos orgânicos, mas não abre mão do carro para ir e voltar do trabalho, que fica a dois quilômetros da sua residência. “Sei que estou falhando nisso. Penso sempre em acordar um pouco mais cedo, mas no fim, me vejo já pegando o carro”, lamenta.
No mais, ele se diz vigilante: separa o lixo (orgânico vai para um lado, plásticos, vidros e papéis para outro, e perfuro-cortantes e tóxicos para um destino especial), mantém as contas de luz e água sob controle, reutiliza embalagens e é impecável na regulagem do carro. Faz até jardim em casa. Só que utiliza inseticida – bem diluídos segundo ele – para afastar qualquer praga. Ah, e se rende aos produtos alimentícios pré-prontos nos supermercados. Coisas de vida moderna. “Essas coisas todas dão um pouco de trabalho, mas são recompensadoras e quando entram na rotina se tornam absolutamente fáceis de conviver”, diz ele, que pretende ampliar os conceitos de sustentabilidade para outras áreas de sua vida.
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