Você já ouviu falar em física quântica? Se não, saiba que neste mesmo momento universos paralelos coexistem e que, por algum motivo, você escolheu viver exatamente o que está vivendo… Ou ainda que não existem coincidências, mas uma atração inevitável de energias. A conversa com o designer Marcelo Pierro, 34 anos, vai longe. Ponto para o don-juan, que renega o título. Diz só que não despreza as oportunidades. “Não acredito nessa história de encontrar o sentido da vida. Acho que temos que dar um sentido a ela. E, sinceramente, não acredito que a felicidade está em alguém ou em alguma relação. O fundamental é estar de bem consigo e eu não acho que isso seja egoísmo”, diz. Outro argumento “donjuanístico”: “A vida é uma contagem regressiva. Ela acaba e não vai voltar. Então, por que é que eu não posso viver momentos fugazes muito especiais, que serão guardados sempre como momentos muito especiais?”. No mais, sai em defesa dos conquistadores: “Acho que ninguém é canalha 100%. Essa conta é dividida em 50% para cada um. Agora se ter e dar prazer é ser cachorro, o que é ser legal? Ser bonzinho?”, alfineta.
Para evitar deixar a mulher da sua vida passar, Alberto Jorge Schmitz, médico veterinário, 26 anos, exercita a arte da conquista. Menos agora – garante –, que está namorando. Mas relembrando seus tempos de don-juan, ele revela que nunca usou da boa conversa e da atenção como “armas”. “Isso sempre aconteceu em momentos únicos”, diz ele, que se vale de elogios, carícias, poesias e “muita doação”. Mesmo sendo um don-juan, Alberto declara ter medo de deixar escapar essas mulheres, imaginá-las com outros é uma tortura, e mais, imaginar uma traição o deixa sem teto. Afinal, don-juans são absolutamente fiéis enquanto estão com você. Mesmo que isso dure muito pouco tempo.
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