A pedido do Viver Bem, o editor do Caderno G Paulo Camargo e o mineiro Marcelo Miranda, do jornal O Tempo, selecionaram alguns dos filmes mais másculos da história do cinema.
Os dois elegeram os personagens durões – do tipo do mocinho com cara de mau feito por John Wayne ou de rosto talhado a machado como Clint Eastwood – como o primeiro elemento de sucesso para esta plateia. “Se estiverem incluídos naquele roteiro clássico que leva homens traumatizados pelo assassinato de suas famílias a fazerem justiça com as próprias mãos, aí então o sucesso é garantido. Daí a sobrevivência dos machões como Charles Bronson em Desejo de Matar”, comenta Marcelo Miranda.
Outra característica é que, invariavelmente, os homens de ferro do cinema têm uma certa inabilidade de compreender as intempéries femininas. “De um lado você tem o faroeste, que é um gênero claramente masculino, e de outro filmes mais intelectuais, para os que abdicam de tanta adrenalina. Aí entram especialmente os filmes de Woody Allen, como Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, que prima pelo humor autoparódico e neurótico e é marcado por diálogos que abordam psiquismo, idiossincrasias e sexualidade”, diz Paulo Camargo.
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Spartacus (Spartacus, 1960, direção de Stanley Kubrick): criado como escravo, Spartacus é vendido para um treinador de gladiadores para disputar duelos. Ele forma um grupo de homens que partilham a mesma condição e se rebelam contra os romanos e o regime de escravidão.
O Poderoso Chefão (The Godfather, 1972, direção de Francis Ford Coppola): a estética sombria recria os anos 40, que assistiram ao ápice do poder da família italiana comandada por Don Corleone (Marlon Brando) na máfia de Nova York. Com a chegada do narcotráfico à região, começa uma guerra pelo poder do mercado promissor.
Blade Runner – O Caçador de Andróides (Blade Runner, 1982, direção de Ridley Scott): uma companhia desenvolve um robô mais forte e ágil que o ser humano, conhecido como replicante, para ser usado na colonização e exploração de outros planetas. Um grupo de robôs se revolta e eles passam a ser caçados na Terra. Harrison Ford vive um policial que caça e extermina os replicantes.
Pulp Fiction – Tempo de Violência (Pulp Fiction, 1994, direção de Quentin Tarantino): a assinatura de Tarantino já é indicativo de boa atração para o público masculino. Aqui, três histórias são apresentadas de forma não cronológica. Em uma, dois mafiosos têm a missão de cobrar um gângster. Em outra outra, um dos mafiosos acaba se envolvendo com a mulher do chefe. E na última um lutador que foi contratado pela máfia para perder uma luta não cumpre o acordo e precisa fugir.
Rio Vermelho (Red River, 1948, direção de Howard Hawks): mostra o embate entre um vaqueiro veterano (John Wayne) e seu protegido (Montgomery Clift), que passa a contestar sua autoridade e mostrar que existem outras formas de comando.
Sin City – A Cidade do Pecado (Sin City, 2005, direção de Frank Miller e Robert Rodriguez): adaptação para o cinema de três histórias de Frank Miller. Em uma cidade fictícia, de policiais corruptos, as histórias de Marv (Mickey Rourke), um homem que quer vingar a morte da amada, do policial Hartigan (Bruce Willis), que foi injustamente acusado por um crime que não cometeu, e do fotógrafo Dwight (Clive Owen), protetor de mulheres da Cidade Velha, se entrelaçam.
O Grande Lebowski (The Big Lebowski, 2001, direção dos Irmãos Cohen): dois mafiosos estão atrás de um milionário chamado Jeff Lebowski, cuja mulher deve dinheiro na praça. Só que eles invadem a casa do Lebowski errado e urinam em seu tapete. O Lebowski pobre invade a casa do homônimo rico para cobrar um tapete novo e acaba envolvido numa trama de extorsão, sexo e drogas.
Sindicato de Ladrões (On the Waterfront, 1954, direção de Elia Kazan): depois de se envolver no assassinato de um inocente, um ex-boxeador vivido por Marlon Brando resolve se redimir lutando diretamente contra um sindicato. O personagem se apaixona pela irmã do inocente morto. O filme ganhou oito Oscars, entre eles melhor filme, diretor e ator.
Gran Torino (Gran Torino, 2008, direção de Clint Eastwood): aposentado e veterano da guerra da Coreia, Walt Kowalski (Clint Eastwood) passa os dias fazendo pequenos consertos em casa e tomando cerveja. Com a chegada de uma família do Laos na vizinhança, o inabalável Kowalski precisa confrontar seus próprios preconceitos.
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